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Eletrobras faz proposta por fatia da EDP

O Governo de Portugal, por meio da Parpública - Participações Públicas (SGPS), recebeu propostas de seis empresas interessadas na aquisição de sua fatia de 21,35% no capital da Energias de Portugal (EDP). A informação foi comunicada pela empresa à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) de Portugal na última sexta-feira.

ALINE BRONZATI, O Estado de S.Paulo

25 de outubro de 2011 | 03h02

Uma das companhias que manifestou interesse foi a Eletrobras. "Montamos uma proposta equilibrada, de acordo com a nossa visão de futuro conjunto da EDP e da Eletrobras", disse José da Costa, presidente da Eletrobras, em comunicado.

Segundo ele, ter uma participação significativa na empresa portuguesa permitiria à Eletrobras dar um salto no seu processo de internacionalização, com a entrada nos mercados norte-americano, no qual a EDP tem uma operação composta por usinas eólicas, e europeu. A Eletrobras e a EDP já são sócias nas usinas Lajeado e Peixe Angical, ambas em Tocantins.

Fontes afirmaram à agência de notícias Dow Jones que a alemã E.ON e a chinesa Three Gorges também apresentaram propostas. Além dessas empresas, a Cemig teria manifestado interesse pelo ativo, conforme notícias na imprensa portuguesa. A estatal mineira, porém, não se pronunciou oficialmente sobre o assunto.

A venda da participação acionária do governo português na EDP faz parte da privatização da empresa, cuja conclusão está prevista para 2012, segundo apurou a Agência Estado.

Participação. A fatia à venda da EDP está avaliada em aproximadamente 1,8 bilhão, pelo valor atual de mercado.

Portugal está vendendo sua participação na EDP como parte de um acordo de ajuda da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI), em troca de 78 bilhões de euros em auxílio financeiro pelos próximos três anos.

Uma fonte de mercado disse que a transação enfrenta algumas dificuldades e não se pode falar de um negócio fechado.

A pessoa, que pediu para não ser identificada, também afirmou que a EDP tem altas exigências de refinanciamento, de mais de 3 bilhões dentro dos próximos 24 meses.

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