Eletrobrás iniciou operação com derivativos de câmbio em 2008

Documento entregue à CVM mostra que empresa realizou operações futuras no valor de US$ 280 milhões

Cesar Bianconi, da Agência Estado,

27 de outubro de 2008 | 18h46

A Eletrobrás começou a realizar operações com instrumentos derivativos no primeiro semestre deste ano, mostram as notas explicativas do balanço mais recente da companhia. O documento referente a junho, disponível na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), mostra que foram realizadas operações usando venda futura a termo no montante de US$ 280 milhões, com vencimentos entre setembro e dezembro de 2008. "Tais operações marcaram o início de um trabalho que visa efetuar hedge cambial de parte dos recebíveis fixados contratualmente em dólar", segundo a companhia. Veja também:Maioria das empresas da Bolsa apostou na alta do realMaior perda com câmbio no 3º trimestre é da AracruzOito balanços de empresas informam que não há derivativosLições de 29A crise de 29 na memória de José MindlinConsultor responde a dúvidas sobre crise   Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitosEspecialistas dão dicas de como agir no meio da crise Dicionário da crise  Conforme a estatal, parte relevante de seus ativos e do resultado operacional são afetados pelo câmbio. No encerramento do primeiro semestre, a empresa tinha créditos decorrentes de financiamentos concedidos em moeda estrangeira equivalentes a R$ 9,059 bilhões. "Comparando-se os recebíveis em moeda estrangeira com a dívida, observa-se uma cobertura de cerca de 15,2 vezes", enfatizou a Eletrobrás. A empresa informou também que pretendia avançar na segunda metade do ano no trabalho de redução de riscos financeiros, com um projeto para efetuar hedge cambial "em uma proporção maior do estoque de recebíveis fixados em dólar, bem como outros que possam vir a ser negociados em moeda estrangeira".

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