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Eletrobrás negocia empréstimo de R$ 4,5 bilhões para Angra 3

A Eletrobrás negocia com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) um empréstimo de cerca de R$ 4,5 bilhões para as obras da usina nuclear de Angra 3, orçadas em R$ 7,5 bilhões. A consulta já foi enviada ao banco, mas a operação depende de aval do Conselho Monetário Nacional (CMN), já que há limites para financiamentos a estatais. Esta semana, a companhia recebe os resultados de outra consulta de financiamento, desta vez de US$ 600 milhões, no mercado internacional, para seu plano de investimentos anual. O valor exato do financiamento de Angra 3 será definido após a avaliação do projeto pelo BNDES e do aval do CMN. O restante dos recursos será dividido entre capital próprio e empréstimo de bancos de fomento internacionais, já que os recursos podem ser condicionados às encomendas de equipamentos estrangeiros ainda não adquiridos para o projeto. Já o financiamento negociado no exterior terá como objetivo sustentar o plano de investimentos da companhia este ano, que prevê aporte máximo de R$ 7,2 bilhões, mais R$ 1,5 bilhão em parcerias. O diretor financeiro da companhia, Astrogildo Quental, disse ontem, porém, que a operação está condicionada ao custo do capital. "Não vamos pegar dinheiro caro." A companhia pretende emitir bônus no mercado internacional e deve receber propostas dia 2. Em entrevista para comentar o lucro recorde de R$ 6 bilhões obtido no ano passado, o presidente da Eletrobrás, José Antônio Muniz, afirmou que a companhia está disposta a ampliar sua presença no mercado de distribuição de energia, que teve contribuição determinante no resultado de 2008. A estatal controla seis distribuidoras das Regiões Norte e Nordeste, herdadas do Plano Nacional de Desestatização (PND), que saíram de um prejuízo de R$ 1,172 bilhão em 2007 para lucro de R$ 53 milhões no ano passado. Antes vistas como um "mico" na carteira da estatal, as distribuidoras começam a tornar-se um negócio rentável, diz Muniz. Ele comandou uma profunda reestruturação nas companhias, com a troca de diretorias indicadas por lideranças políticas estaduais para uma direção profissional unificada, que gerencia todas as empresas. Segundo o presidente da Eletrobrás, a companhia agora mira na CEA, de Amapá, e CER, de Roraima, ambas ainda sobre controle estadual. Muniz informou que a Eletrobrás estuda alternativas para reduzir o impacto da crise sobre os grandes consumidores de energia. Uma das medidas pode ser o diferimento de parte da conta de luz, com pagamento de pequena parcela no mês do vencimento e transformação do restante em dívida com a Eletrobrás. Segundo o executivo, dependendo do índice de correção, os recursos podem render mais para a estatal do que a manutenção no caixa, que hoje segue rígidas regras do Banco Central.

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