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Eletrobrás negocia US$ 600 mi em bônus no exterior

A Eletrobrás informou hoje que negocia junto a uma série de bancos a emissão de US$ 600 milhões em bônus no mercado internacional. Segundo o diretor-financeiro da companhia, Astrogildo Quental, a consulta junto aos bancos já foi iniciada e as propostas devem ser apresentadas pelos bancos na próxima quinta-feira (dia 2).

NICOLA PAMPLONA, Agencia Estado

30 de março de 2009 | 14h58

A operação faz parte de um programa de captações de R$ 2 bilhões aprovada pelo conselho de administração da estatal de energia. Quental afirmou, porém, que o dinheiro só será pego caso as condições de mercado forem satisfatórias. "Não temos necessidade imediata desses recursos. Não vamos pegar se o dinheiro estiver caro", afirmou o executivo em entrevista à imprensa concedida pela companhia para detalhar o balanço de 2008.

Segundo Quental, a empresa pretende investir R$ 7,2 bilhões em 2009, mais R$ 1,5 bilhão em parcerias. Desse total, R$ 2,8 bilhões já estão contratados e outros R$ 1,2 bilhão estão a contratar. A companhia pretende usar R$ 2,6 bilhões em recursos próprios e ainda define a captação de R$ 2 bilhões restantes.

Angra 3

Em outra frente, a Eletrobrás negocia com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) R$ 4,5 bilhões para a usina nuclear de Angra 3. O volume é equivalente a 70% do custo total estimado em R$ 7,5 bilhões. A liberação desses recursos junto ao BNDES, no entanto, depende de aprovação pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), uma vez que há limites de empréstimos pelo banco de fomento às estatais.

Segundo o presidente da Eletrobrás, José Antonio Muniz, o início das obras de Angra 3 depende apenas de aval do Tribunal de Contas da União (TCU) que reavalia os contratos de obras civis da usina, e da Prefeitura de Angra dos Reis (RJ). O restante do dinheiro necessário para a usina deve ser negociado junto a bancos de fomento estrangeiros, uma vez que podem ser condicionados às encomendas de equipamentos que ainda não foram adquiridos para o projeto.

Distribuição

Muniz disse ainda que a empresa decidiu tornar o segmento de distribuição de energia um negócio permanente, e que pretende ampliar as operações nesse setor. A Eletrobrás herdou seis distribuidoras nas regiões Norte e Nordeste do Programa Nacional de Desestatização, e só em 2008 conseguiu reverter o prejuízo das companhias para um lucro consolidado de R$ 53 milhões (em 2007, o prejuízo na distribuição foi de R$ 1,172 bilhão). "O lucro veio antes do esperado. Esperávamos um, bom resultado apenas em 2009", disse.

Nesse sentido, diz o executivo, a distribuição torna-se agora um negócio rentável na carteira da Eletrobrás. A companhia tem interesse em adquirir as distribuidoras CEA do Amapá, e CER de Rondônia, que estão em situação semelhante à vivida no passado pelas companhias hoje sob controle da Eletrobrás.

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