Eletrobrás pagará R$ 1 bilhão à Petrobrás em 85 vezes

Valor faz parte de uma dívida pela compra de combustíveis, que está entre R$ 4,05 bilhões e R$ 7,2 bilhões

ANTONIO PITA, FERNANDA NUNES, O Estado de S.Paulo

19 de agosto de 2014 | 02h04

O tamanho da dívida da Eletrobrás com a Petrobrás, relativa à compra de combustíveis para a geração de energia elétrica na Região Norte do País, ainda é um impasse entre as duas empresas.

O presidente da Eletrobrás, José da Costa Neto, reconhece o valor de R$ 4,05 bilhões, enquanto a Petrobrás previu a dívida de R$ 7,2 bilhões em seu relatório financeiro do segundo trimestre deste ano.

Neste momento, a estatal do setor elétrico negocia especialmente o pagamento de R$ 1 bilhão em 85 parcelas, dinheiro que sairá diretamente do seu caixa.

A expectativa é de que as conversas entre as duas empresas sejam concluídas ainda neste mês, informou Costa Neto, após participar ontem do evento de comemoração pelos dez anos da Empresa de Pesquisa Energia (EPE).

Segundo ele, o fornecimento do combustível pela Petrobrás nunca foi interrompido, mesmo com a falta de pagamento, e isso não deverá ocorrer também neste momento, enquanto a dívida está em negociação.

Conta de combustíveis. Além do R$ 1 bilhão, a Eletrobrás vai utilizar R$ 452 milhões do empréstimo fechado com a Caixa Econômica Federal e com o Banco do Brasil, recentemente, e R$ 1,9 bilhão será repassado pelo Tesouro Nacional e servirá para cobrir a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), que também faz parte da dívida com a Petrobrás.

O pagamento de outros R$ 700 milhões, no entanto, ainda é incerto e depende da arbitragem da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Otimismo. Presente ao evento, o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, disse estar "otimista" com a possibilidade de realizar até dezembro o leilão da usina hidrelétrica de São Luiz do Tapajós, no Estado do Pará.

Segundo ele, a empresa corre para entregar a documentação no Tribunal de Contas da União (TCU) a tempo de finalizar o leilão neste ano.

"Ainda tem que passar pelo crivo dos diferentes órgãos, ainda tem uma análise a ser feita. A gente está fazendo tudo para sair até o final do ano, mas é um tempo curto", ressalvou Tolmasquim.

"Eu estou otimista, acho que vai sair. A gente está correndo para mandar os documentos para o TCU", completou o presidente da EPE.

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