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Eletrobrás pede apuração de acordo entre AES e Enron

O presidente da Eletrobrás, Luiz Pinguelli Rosa, defendeu hoje uma investigação para apurar se houve conluio entre a AES e a Enron no leilão da Eletropaulo. "Não é bom essas coisas ficarem assim embaixo do tapete, porque tem muitas empresas que não têm nada a ver com isso operando no Brasil, estrangeiras inclusive, que não devem ser confundidas com essas operações. Era bom apurar isso", disse Pinguelli.Segundo ele, as privatizações do setor elétrico brasileiro foram feitas "na base da cavalaria" e foi "muito pior" que a do setor de telecomunicações. "Os procedimentos, as regras, foi tudo uma grande confusão".De acordo com matéria publicada pelo jornal londrino Financial Times, a AES teria convencido a Enron a não participar do leilão de venda da Eletropaulo, para que a AES pudesse adquirir a empresa pelo preço mínimo. Em troca, teria oferecido à Enron a garantia de um contrato para a construção de uma usina que forneceria energia à distribuidora paulista."Foi tudo feito de uma forma intempestiva, a fim de arrecadar dinheiro, o setor elétrico foi totalmente ignorado, abandonado, não foi modelado. Então as empresas viram-se num carnaval.", avaliou. Segundo ele, seria muito difícil fazer uma investigação na privatização do setor porque isso exigiria uma autoridade que a promovesse. "Isso não pode ser feito no vazio, mas o caso específico precisa ser apurado e deve ser investigado, sim", afirmou.

Agencia Estado,

21 de maio de 2003 | 19h57

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