Eletrobrás pode ter metade da usina de Belo Monte

A Eletrobrás poderá ter praticamente metade da hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA). A participação na obra, que será a terceira maior usina do mundo quando concluída, é mais um sinal do fortalecimento da estatal, seguindo determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de estruturar uma megaempresa de energia.

AE, Agencia Estado

20 de fevereiro de 2010 | 08h14

Segundo o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, a Eletrobrás já foi a maior empresa do Brasil, superando até a Petrobras. "Depois, ela foi ao chão e, com o governo Lula, retomamos a grandiosidade dela", disse o ministro à Agência Estado.

Assim como fez nos consórcios que venceram os leilões das usinas de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira, a Eletrobrás não terá o controle da sociedade que administrará a usina no Xingu, que terá capacidade de produzir 11,2 mil megawatts (MW). "A participação em Belo Monte será de até 49,9%, não chegará a 50%", disse Lobão.

O processo de fortalecimento, reforçado pelo presidente Lula na entrevista publicada pelo Estado ontem, não se refere apenas a investimentos em usinas ou linhas de transmissão, mas também à imagem da companhia. Lobão anunciou que, no próximo mês, será lançada a logomarca da holding estatal. Além disso, o nome Eletrobrás passará a ser usado também pelas subsidiárias, numa tentativa de unificar o grupo. O ministro confirmou que o governo estuda uma possível capitalização da Eletrobrás. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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