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Eletrobrás pode unificar diretorias de distribuidoras

A Eletrobrás está estudando a possibilidade de unificar as diretorias das distribuidoras federalizadas que a holding administra. A medida foi aprovada na resolução nº 729/07, elaborada pela diretoria executiva da companhia em setembro passado. "A proposta existe, mas apenas é um estudo com objetivo de reorganizar a governança corporativa dessas empresas. Isso ainda precisa ser aprovado pelo Conselho de Administração", afirmou o diretor Financeiro de Relações com Investidores interino da Eletrobrás, Luiz Augusto Figueira, que participou do XIII Seminário de Planejamento Econômico-Financeiro do Setor Elétrico.As federalizadas sob administração da Eletrobrás são Ceam (AM), Manaus Energia (AM), Cepisa (PI), Ceal (AL), Ceron (RO), Eletroacre (AC) e Boa Vista Energia (RR). A proposta da holding federal é centralizar a gestão dessas companhias por meio da nomeação de uma diretoria comum e da constituição de um "núcleo comum majoritário para todos os conselhos de administração das mesmas", conforme consta na resolução.Para tanto, a diretoria da Eletrobrás determinou que o Comitê Gestor das Empresas Federais de Distribuição (CG-EFD) adote, em 45 dias, as providências para as mudanças estatutárias das empresas federalizadas para a nomeação de uma diretoria comum. O Comitê também deverá preparar, por determinação da Eletrobrás, a "adaptação das linhas hierárquicas, os níveis de delegação e o organograma das EFD de tal modo a corresponder à nova estruturação", além de adotar as medidas necessárias para a implantação do novo modelo de governança corporativa.FusãoSegundo Figueira, o que há de concreto no momento é o andamento do processo de fusão entre a Ceam e a Manaus Energia. O executivo contou que o tema já foi aprovado pelo Conselho de Administração da Eletrobrás e que, a partir disso, uma consultoria foi contratada para elaborar os estudos sobre a união. "Pelo cronograma vigente, o estudo será concluído em novembro, para depois ser levado para aprovação em assembléia", explicou o diretor.DesestatizaçãoEm sua apresentação no seminário, Figueira ressaltou que as distribuidoras são consideradas pela Eletrobrás como um "investimento temporário", uma herança da década de 1990. Ele lembrou, porém, que essas companhias ainda permanecem no Programa Nacional de Desestatização (PND) do governo federal. "Nossa missão com essas empresas é administrá-las e saneá-las", contou o executivo. Retomar a rentabilidade das federalizadas é ponto importante para a Eletrobrás, tendo em vista que essas companhias têm impactado negativamente os resultados da holding federal, principalmente da controlada Eletronorte.

WELLINGTON BAHNEMANN, Agencia Estado

10 de outubro de 2007 | 16h36

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