Eletrobrás pretende recorrer contra decisão do STJ que condenou a Chesf a pagar R$ 1,6 bi

Na década de 90, estatal iniciou disputa com consórcio vencedor da licitação da usina de Xingó

Monica Ciarelli, da Agência Estado,

19 de agosto de 2010 | 13h33

O diretor financeiro de Relações com Investidores da Eletrobrás Armando Casado afirmou nesta quinta-feira, 19, que o grupo pretende recorrer contra a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que condenou a Chesf na disputa travada com o consórcio de empresas responsável pela construção da usina de Xingó, localizada entre Alagoas e Sergipe.

A disputa é travada desde o início dos anos 90 e a estatal contesta o índice adotado para reajustes dos valores previstos no contrato da obra. Segundo Casado, o valor da condenação é menor do que o R$ 1,6 bilhão divulgado nesta quinta pela imprensa.

Durante uma palestra promovida pela Apimec Rio, o executivo informou também que a Eletrobrás tem tido dificuldades para executar uma decisão obtida na Justiça contra a Eletropaulo, referente a dívidas de compra de energia feita pela Eletropaulo na década de 80. Segundo ele, a reorganização societária da empresa paulista prejudicou o processo de execução da dívida, que previa um crédito de R$ 480 milhões para a Eletrobrás. De acordo com o executivo, o valor corrigido hoje poderia chegar entre R$ 1,2 bilhão e R$ 1,3 bilhão.

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