Eletrobrás quer rever contratos para disputar projetos

O grupo de energia elétrica Eletrobrás vai rever o sistema de parcerias da empresa para disputar projetos no setor de energia. A informação é do diretor financeiro e de relações com investidores da empresa, Astrogildo Quental, em teleconferência com analistas realizada hoje. No caso do leilão da usina de Jirau, a segunda do complexo para o Rio Madeira, em Rondônia, porém, serão mantidas as regras atuais. Isso significa que Furnas poderá manter a parceria com o grupo Odebrecht, como já ocorreu no leilão da usina de Santo Antônio, e as outras subsidiárias da Eletrobrás poderão formar consócios separados para disputar o mesmo empreendimento."Os novos projetos, porém, terão de necessariamente passar pela holding (controladora)", acrescentou Quental. Ou seja, as subsidiárias como Furnas, Chesf, Eletronorte ou Eletrosul, não poderão mais formar consórcios independentes entre si. "Essa é a orientação do Ministério das Minas e Energia (MME)", disse Quental. Quental mencionou também que a Eletrobrás agora poderá ter maioria nos consórcios que for disputar, após a aprovação da Medida Provisória 396, que ampliou os poderes da estatal. Ele garantiu, porém, que a controladora de energia elétrica continuará perseguindo rentabilidade satisfatória. DividendosO diretor financeiro da Eletrobrás afirmou também que a empresa já tem uma proposta para resolver pendências referentes ao pagamento de dividendos declarados e ainda não quitados. "Já temos um projeto sendo discutido no governo, envolvendo o Ministério de Minas e Energia (MME) e o Ministério da Fazenda (MF) e queremos apresentar esse projeto no próximo trimestre", disse Quental.

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