Marcos de Paula|Estadão
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Eletrobrás recebe aporte de R$ 970 milhões do governo

Maior acionista, União ingressou com recursos para aumentar capital da companhia elétrica

Fátima Laranjeira, O Estado de S.Paulo

09 Setembro 2016 | 20h19

A Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobrás) informou nesta sexta-feira, 9, que a União, seu acionista controlador, ingressou hoje com recursos na companhia, no montante de R$ 970 milhões, a título de adiantamento para futuro aumento de capital (AFAC). Em abril, a União já havia entrado o valor de R$ 1 bilhão na estatal, por meio de outro AFAC. Naquela época, a empresa informou que os recursos eram destinados à cobertura de despesas de capital de 2016, previstas no orçamento da holding.

Os recursos anunciados hoje têm por objetivo reforçar as fontes necessárias para atendimento do Programa de Dispêndios Globais (PDG) 2016.

A estatal lembra que está em processo de reestruturação empresarial, que tem como objetivos principais reduzir o nível de endividamento e custos e despesas operacionais e financeiras; viabilidade econômico-financeira das distribuidoras de energia, visando a transferência de seu controle acionário até o final de 2017; aumento da eficiência e produtividade; racionalização de seus investimentos; e melhoria da governança corporativa.

"Neste contexto, a companhia busca uma estrutura ótima de capital e acredita que a capitalização em referência, através de recursos de acionistas, contribuirá para que a companhia não majore compromissos financeiros, com encargos contratuais que não seriam atrativos neste momento e que poderiam comprometer os esforços que estão sendo feitos para a reestruturação empresarial acima mencionada", afirma.

A Eletrobrás lembra ainda que suas empresas de geração e transmissão receberão os recebíveis referentes à indenização dos ativos de transmissão de energia elétrica existentes em 31 de maio de 2000, denominados instalações da Rede Básica Sistema Existente (RBSE), que "constituirá uma importante fonte de receita". "Porém tais recursos poderão ser destinados aos investimentos de geração e transmissão de longo prazo, já que tais recebíveis somente começarão a ser pagos a partir de julho de 2017."

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