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Eletrobrás tem perda de R$ 1,9 bi no semestre

Resultado teve forte impacto da variação cambial

Nicola Pamplona, RIO, O Estadao de S.Paulo

19 de agosto de 2009 | 00h00

A Eletrobrás anunciou ontem um prejuízo de R$ 1,98 bilhão no primeiro semestre de 2009, ante lucro de R$ 984,4 milhões no mesmo período de 2008. O resultado foi impactado pela variação cambial no segundo trimestre, quando a empresa teve prejuízo de R$ 2,091 bilhões. No segundo trimestre de 2008, houve lucro de R$ 142,8 milhões."O resultado líquido dos primeiros seis meses de 2009 foi fortemente impactado por variáveis econômicas externas à atividade operacional da empresa", disse a companhia, em nota divulgada na noite de ontem. Segundo o texto, a variação da inflação americana reduziu em R$ 2,415 bilhões a contabilização do ativo de Itaipu, que é indexado a índices de preços nos Estados Unidos."O mesmo ativo foi influenciado também pela flutuação cambial, pois os dois índices americanos são cotados em dólar." A valorização do real teve impacto ainda nos recebíveis da estatal, que funciona como um grande banco do setor elétrico, já que também são atrelados ao dólar. No semestre, a despesa líquida somou R$ 3,11 bilhões - dos quais, R$ 2,91 bilhões apenas no segundo trimestre.Segundo a Eletrobrás, o Ebitda (indicador de lucros antes de juros impostos, depreciações e amortizações) de todas as empresas controladas pelo grupo totalizou R$ 2,355 bilhões no primeiro semestre de 2009, resultado 23% inferior ao do mesmo período do ano passado, com destaque negativo para Furnas, cujo Ebitda caiu 36%. Eletronorte, Eletrosul e Eletronuclear, por outro lado, tiveram desempenho positivo no quesito, com altas de 34%, 31% e 2%, respectivamente. A CGTEE teve aumento de 56%, reduzindo o Ebitda negativo de R$ 73 milhões para R$ 32 milhões, também negativo. A companhia teve Ebitda negativo também nas distribuidoras de eletricidade que controla. Nesse caso, o problema é maior, passando de um resultado negativo de R$ 157 milhões para R$ 227 milhões. A empresa toca um processo de reorganização das distribuidoras, herdadas da época das privatizações, que é apresentado como a menina dos olhos pelo presidente da estatal, José Antônio Muniz.

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