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Eletrobrás tem prejuízo de R$ 6,3 bi

A Eletrobrás deve voltar a registrar lucro em 2014, após dois anos consecutivos de prejuízos bilionários, disse o presidente da companhia, José da Costa Carvalho Neto. "Vamos recuperar a empresa. A nossa convicção é essa. Todos os nossos estudos indicam que, em 2014, devemos ter lucro", afirmou. O último resultado positivo da Eletrobrás foi o de 2011. Em 2013, o prejuízo foi de R$ 6,3 bilhões, e em 2012, R$ 6,8 bilhões, o maior de sua história.

ANNE WARTH, Agencia Estado

29 de março de 2014 | 07h56

Apesar do resultado negativo, a Eletrobrás deve investir R$ 14,1 bilhões neste ano. Para isso, terá de captar R$ 4 bilhões no mercado interno neste ano, via BNDES, debêntures ou notas promissórias. Nem mesmo o rebaixamento do rating da empresa pela Standard & Poor?s desanimou Carvalho Neto. "Continuamos a ter o grau de investimento", afirmou.

Carvalho Neto admitiu que a adesão ao processo de renovação antecipada das concessões teve impacto no resultado da empresa. O pacote foi responsável pela redução média de 20% na conta de luz, uma das principais bandeiras eleitorais da presidente Dilma Rousseff.

Ao aceitar uma receita bem menor para operar e manter ativos de geração e transmissão, a Eletrobrás perdeu R$ 8,15 bilhões em receitas anuais. "Não podemos descartar que o prejuízo também teve o reflexo da renovação das concessões", reconheceu.

De acordo com o executivo, porém, não havia outra alternativa para a Eletrobrás. "Se a concessão só fosse renovada em 2015, teríamos que devolver as concessões, e tudo que aconteceu em 2013 aconteceria em 2016", afirmou Carvalho Neto.

Segundo ele, o resultado seria no mínimo igual ou pior. "Acho que foi melhor renovar. Mantivemos o nosso tamanho." As distribuidoras geraram uma perda de R$ 2,3 bilhões. Já as empresas da área de geração e transmissão tiveram um impacto negativo de R$ 4 bilhões. Segundo Carvalho Neto, porém, boa parte disso está ligada a "efeitos não recorrentes", como o programa de desligamento incentivado de funcionários.

Cerca de 4.200 trabalhadores aderiram ao programa, o que gerou um gasto de R$ 1,72 bilhão em 2013. O presidente afirmou, no entanto, que essas demissões vão gerar uma economia de R$ 1,2 bilhão anual em folha de pagamento.

Soluções

Uma solução para as distribuidoras do grupo deve sair até o fim de 2014. Segundo Carvalho Neto, a Eletrobrás não considera a venda total de suas seis distribuidoras. As hipóteses em estudo são manter a operação como ela está ou encontrar um novo sócio, majoritário ou minoritário.

Outra fonte de perdas para a Eletrobrás foi a Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE), que administra térmicas movidas a carvão. "A CGTEE foi uma das que mais deram prejuízo", afirmou.

Segundo ele, algumas usinas estão gerando menos energia do que o contratado, o que obriga a empresa a adquirir energia no mercado de curto prazo. Para solucionar o problema, a companhia negocia com a Aneel para substituir a geração que falta dessa usina por energia da Eletronorte. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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