Eletrobrás teve lucro de R$ 1,55 bilhão em 2007

A Eletrobrás, estatal de energia elétrica, fechou o ano passado com lucro de R$ 1,547 bilhão, equivalente a um crescimento de 33% na comparação com o resultado apresentado no ano anterior. Esse desempenho é reflexo de ganhos financeiros decorrentes da carteira de empréstimos da companhia e do reconhecimento dos resultados das empresas coligadas.Único banco a divulgar projeção para o resultado da estatal, o Fator previu um prejuízo de R$ 65 milhões no ano passado. Os números foram divulgados tarde da noite de ontem e os analistas do Fator não foram encontrados para comentar a diferença.Em nota oficial, a empresa informou que teve perdas decorrentes da valorização do real em relação ao dólar, já que parte da sua carteira de empréstimos está vinculada à moeda norte-americana."Nesses 12 meses de 2007, a Eletrobrás registrou uma variação cambial negativa de R$ 3.001,7 milhões. No mesmo período de 2006, a companhia reconheceu uma perda cambial de R$ 1.599,3 milhões", diz o comunicado. As perdas, porém, foram compensadas parcialmente pelo aumento de R$ 3,499 bilhões, para R$ 3,741 bilhões, na receita líquida com encargos financeiros.COLIGADASJá o resultado das empresas coligadas contribuiu positivamente com R$ 1,888 bilhão para o lucro da Eletrobrás. "Esse resultado foi influenciado pelo reconhecimento do superávit verificado nas Fundações de Previdência Complementar patrocinadas pelas empresas do Sistema Eletrobrás, no montante de R$ 1.224,4 milhões, com destaque para a Fundação Real Grandeza que, isoladamente, contribuiu com um superávit de R$ 1.138,0 milhões", informou o comunicada da empresa. A receita do Sistema Eletrobrás com a venda de energia elétrica totalizou R$ 7,555 bilhões. Parte desse montante, no entanto, terá de ser revertido para o consumidor final, como determinam as regras de Itaipu e do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia (Proinfa).A companhia informou que vai continuar buscando formas de incrementar a sua capacidade de produção de energia elétrica com participação nos novos leilões previstos pelo governo, "especialmente daqueles conhecidos como projetos estruturantes".

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