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Eletrobrás vai investir R$ 1 bi por ano nas Américas

Primeira ação concreta da estatal será a construção de uma linha de transmissão que interligará o Brasil com o Uruguai

Karla Mendes, O Estado de S.Paulo

21 de maio de 2011 | 00h00

A Eletrobrás vai investir cerca de R$ 1 bilhão por ano até 2015 para se tornar uma empresa internacional. O anúncio foi feito ao "Estado" pelo presidente da estatal, José da Costa Carvalho Neto.

O investimento total da Eletrobrás é de R$ 10 bilhões nos próximos cinco anos e, segundo o executivo, 10% desse montante será reservado para a expansão no exterior. "Depois desse período, os investimentos internacionais vão continuar, mas podem ser ajustados para mais ou para menos", afirmou Carvalho Neto.

A integração das ações da Eletrobrás nas mais diversas áreas na América do Sul e na América Latina é uma das metas da estatal durante o governo da presidente Dilma Rousseff, destacou.

A primeira ação concreta nessa área será a construção de uma linha de transmissão que interligará o Brasil com o Uruguai. A linha, de 500 quilovolts, começará a ser implantada no início do segundo semestre. "Essa é uma integração em que todos os países têm a ganhar, tanto em termos de qualidade e segurança, como de custo."

Nesse novo projeto, a Eletrobrás vai trabalhar com a UTE, uma companhia uruguaia. "É uma obra que vai ser iniciada agora. E esses 500 kV vão movimentar uma parcela de energia importante", observou.

A linha de transmissão interligará Candiota, no Rio Grande do Sul, a San Carlos, cidade próxima a Montevidéu. "Esse empreendimento ficará pronto no final de 2012", garantiu o presidente da estatal. O projeto tem 390 quilômetros de extensão, dos quais 60 quilômetros estarão em território brasileiro. Há também um estudo de viabilidade para a construção de uma linha de transmissão de 400/800 kV de 1,4 mil quilômetros em Moçambique. A Eletrobrás já tem sucursais na cidade do Panamá, além de Lima e Montevidéu.

Usinas. Outra frente de internacionalização, dessa vez na área de geração, também está sendo avaliada pela Eletrobrás: a construção das usinas hidrelétricas de Inambari, no Peru, com capacidade instalada de 2,6 mil megawatts (MW), e a de Tumarín, na Nicarágua, com capacidade de 253 MW. Há ainda estudos de viabilidade para a construção da hidrelétrica binacional de Garabi, com capacidade de 2 mil MW, entre o Brasil e a Argentina. "Esse é um ponto muito importante para integração da América do Sul e da América Latina, pela complementaridade hidrológica das diferentes bacias, além da melhoria da qualidade", ressaltou Carvalho Neto.

Também há estudos de pré-viabilidade de outras quatro usinas no Peru, com capacidade instalada total de 7,7 mil MW.

A Eletrobrás tem planos até mesmo para a Hidrelétrica de Belo Monte, que será construída no Rio Xingu (PA). Segundo Carvalho Neto, está sendo estudada uma futura integração de Belo Monte com usinas da Venezuela. "E essa integração da América do Sul, econômica e social, é uma precondição para a integração da infraestrutura."

Marca. Para se projetar fora do Brasil, a Eletrobrás precisa de uma marca forte. Carvalho Neto afirmou que a nova marca da estatal, lançada em março do ano passado, já consta entre as mais valiosas do mundo, avaliada em US$ 2,5 bilhões. "Pela primeira vez, a Eletrobrás está entre as 500 marcas mais valiosas do mundo. No Brasil, é a nona", comemorou o executivo.

Levantamento da consultoria internacional Brand Finance mostra que a marca da Eletrobrás ocupa a 437.ª entre as 500 mais valiosas do mundo e é a nona do Brasil em valor. Nesse ranking, a estatal só fica atrás de Bradesco, Itaú, Banco do Brasil, Petrobrás, Oi, Vivo, Vale e Pão de Açúcar.

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