Eletroeletrônicos: lojas não aceitam reajustes

A queda-de-braço entre a indústria de eletroeletrônicos e o comércio para repassar os aumentos de custos em dólar para os preços deverá ficar mais acirrada neste mês. Com a forte alta da cotação da moeda norte-americana, os fabricantes que usam insumos importados iniciaram abril dispostos a colocar em prática o reajuste de 8% que já haviam anunciado. Com o álibi do Dia das Mães - a segunda melhor data de vendas do comércio de bens duráveis depois do Natal -, e na expectativa de que as lojas estejam com estoques mais enxutos, a indústria acredita que irá conseguir repassar os aumentos dos custos em dólar para os preços. Varejo: demanda contida não favorece aumento de preçosPor outro lado, as lojas não prevêem aumento das vendas no Dia das Mães, o que pode não confirmar a expectativa da indústria de eletroeletrônicos de aumento dos estoques das lojas. Isso porque os números de vendas do comércio em março indicam menor aquecimento das vendas. Caso a acomodação do consumo na ponta seja confirmada em abril, representantes de lojas acreditam que o risco de reajustes de preços para o consumidor será menor. Também a concorrência acirrada entre as lojas joga a favor do represamento de custos. É que nenhuma grande rede quer sair primeiro reajustando os preços. Prova disso é que, apesar de vários fabricantes terem anunciado aumentos no mês passado, no Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apurado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), os preços dos aparelhos de imagem e som e os equipamentos eletrônicos ficaram praticamente estáveis, com variações de 0,05% e 0,15%, respectivamente, no mês.

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