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Eletrônicos começam a dar adeus às teclas

Sensores de movimento, comandos de voz e telas multi-toque tornam mais natural a comunicação entre homens e máquinas

Renato Cruz, O Estado de S.Paulo

27 de dezembro de 2010 | 00h00

John Anderson, personagem de Tom Cruise em Minority Report, interagia com uma tela gigante com o movimento das mãos, para manipular informações, fotos e vídeos e descobrir criminosos em potencial. Em 2002, quando o longa-metragem foi lançado, essa interface computacional parecia muito futurista. Hoje, comparada com equipamentos que já estão no mercado, chega a ser engraçado que ele tenha de usar luvas especiais para interagir com o computador.

Nos últimos anos, a interação homem-máquina avançou aos saltos e, nesse cenário, os equipamentos eletrônicos começam a dar adeus ao mouse e ao teclado.

Lançado em 2007 pela Apple, o iPhone habituou as pessoas às telas multi-toque, fazendo com que esse tipo de interface fosse adotada até por lousas eletrônicas, fabricadas pela canadense Smart Technologies.

Os comandos de voz são cada vez mais comuns nos celulares inteligentes, como o BlackBerry e os aparelhos com o software Android, do Google, ou o Windows Phone 7, da Microsoft.

O videogame Wii, da Nintendo, trouxe ao mercado um novo conceito de interação com jogos eletrônicos, baseado em sensores de movimento, enquanto o Kinect, da Microsoft, que chegou ao mercado este ano, dispensou o uso de controles, lendo o movimento do corpo dos jogadores. "O teclado e o mouse têm uma dominação de 20 anos, e não vão sumir tão cedo", disse Marcelo Zuffo, do Laboratório de Sistemas Integráveis da Universidade de São Paulo.

"Quem foi insuperável, no entanto, foi o Wii", afirmou Zuffo. "O controle do Wii dá retorno visual, sonoro e tátil, sendo mais completo do ponto de vista multimodal." O controle do Wii tem vibração e, na visão do professor, o Kinect é menos completo, pois a dimensão tátil se perde.

Esses sistemas que estão substituindo o teclado e o mouse são chamados de interface natural do usuário. "As tecnologias usadas no Kinect podem ter outras aplicações", disse Osvaldo Barbosa de Oliveira, diretor-geral de consumo e serviços online da Microsoft. "Como diz Alex Kipman, o criador do Kinect, a tecnologia desaparece, você não percebe mais que ela está lá." Segundo Oliveira, 20% das pesquisas feitas no Bing (buscador da Microsoft) pelo celular são feitas a partir de comandos de voz. E, assim, a interface gráfica do usuário (que usa mouse e teclado) vai saindo de cena.

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