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Eletrônicos lideram as importações

51% dos produtos de informática, eletrônicos e ópticos vendidos no País em 2011 vieram de fora

EDUARDO CUCOLO / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

20 de março de 2012 | 03h03

Produtos de informática, eletrônicos e ópticos lideraram o aumento nas importações, tanto de itens para consumo como de componentes industriais, no ano passado, segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

As importações responderam por 51% do consumo desses produtos no País em 2011, ante 45,4% em 2010. De acordo com a confederação, esse é o único segmento da indústria de transformação em que produtos estrangeiros têm participação superior aos nacionais nas vendas.

O levantamento mostra também aumento na participação de importados na comercialização de produtos de 21 entre 27 setores analisado no ano passado. A maioria com porcentuais recordes da série iniciada em 1996, como derivados de petróleo e biocombustíveis (23%), têxteis (19%) e vestuário (8%).

Boa parte desse resultado é explicada pelas importações realizadas pelo próprio setor industrial. A participação de componentes de informática, eletrônicos e ópticos importados, por exemplo, passou de 59% em 2010 para 77% do total no ano passado.

Segundo a CNI, a maioria dos setores analisados aumentou a compra de insumos vindos de fora do País. Entre aqueles que mais elevaram essas compras estão ainda metalurgia, químicos e têxteis.

Exportações. Os números de 2011 mostraram ainda aumento na importância das vendas externas no ano passado em 16 setores da indústria, com destaque para metalurgia, máquinas e equipamentos e têxteis. Nessas empresas, as exportações têm hoje um peso maior em relação à produção do que tinham em 2010.

Apesar dessa recuperação, a confederação avalia que esse número não é uma tendência. "Do lado das exportações, houve alguma melhora de preços por conta das commodities, mas o que nos preocupa mais é o lado das importações, principalmente de insumos em alguns segmentos intensivos, como informática", disse o gerente executivo da Unidade de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco.

O economista da confederação da indústria avalia que a tendência é que mais setores da indústria apresentem um índice de importação maior que o verificado nas vendas para o exterior, o que já ocorre hoje também com vestuário e veículos automotores.

'Guerra'. Entre os problemas que afetam a competitividade do setor, segundo ele, estão os benefícios fiscais dados por alguns Estados para importadores, dentro da disputa conhecida como guerra dos portos.

Em relação ao câmbio, o economista diz que, mesmo com o dólar na casa de R$ 1,80, a cotação real (descontada a diferença entre a inflação dentro e fora do País) ainda mostra um real mais valorizado, o que reduz a competitividade da indústria brasileira. "Com dois ou três anos desse diferencial de inflação, a taxa de câmbio nominal continua sendo mais baixa", afirmou.

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