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Eletronorte surpreende e entra sozinha no leilão do rio Madeira

Além da estatal, leilão tem mais quatro consórcios para leilão marcado para 10 de dezembro

Leonardo Goy, da Agência Estado,

23 de novembro de 2007 | 19h02

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira, 23, que o leilão da usina hidrelétrica de Santo Antônio, no rio Madeira, em Rondônia, marcado para 10 de dezembro, terá cinco grupos interessados, sendo quatro consórcios e a estatal Eletronorte, controlada pela holding estatal Eletrobrás. Esta é a principal surpresa entre os inscritos, já que até o momento acreditava-se que a Eletronorte se associaria ao consórcio liderado pela Alusa. A estatal optou por concorrer sozinha no leilão. A empresa informou que a decisão foi tomada no último momento por motivos estratégicos.As inscrições para o leilão terminaram hoje. Além da Eletronorte, os quatro consórcios que participarão da disputa são:   - Madeira Energia, formado por Odebrecht Investimentos em Infra-estrutura (com fatia de 17,6%), Construtora Norberto Odebrecht (1%), Andrade Gutierrez (12,4%), Cemig (10%), Furnas (39%) e o fundo Banif/Santander (20%);   - Energia Sustentável do Brasil, com Suez (51%) e Eletrosul (49%);   - Empresas Investimentos de Santo Antônio, com Camargo Corrêa (0,9%), Chesf (49%), CPFL Energia (25,05%) e Endesa do Brasil (25,05%);   - Norte Energia, único puramente privado, formado por Alupar Investimentos (37,5%), Indústrias Metalúrgicas Pescarmona (15%), Schahin Holding (27,5%), UTC Engenharia (10%) e Schahin Engenharia (10%).Além disso, 31 distribuidoras de todo o País também se inscreveram para comprarem a energia que será gerada pela hidrelétrica de Santo Antônio.   "Na prática, é como se a própria Eletrobrás tivesse se inscrito", comentou uma fonte que está participando da montagem de um dos consórcios. "A Eletronorte sozinha não tem condições financeiras de tocar o empreendimento e o BNDES não pode financiar as empresas estatais. Não sei como a Eletronorte vai viabilizar a sua participação", complementou a fonte.   Participantes   Na avaliação dessa fonte, o consórcio liderado pelo consórcio Odebrecht/Furnas reúne "muitas possibilidades" de sair o vencedor. As duas empresas analisam o projeto há mais de três anos e conseguiram atrair para o projeto a Cemig e a construtora Andrade Gutierrez. "A Cemig tem muita experiência na construção de grandes usinas e tem credibilidade internacional", complementou a fonte, lembrando que a estatal mineira integra o índice Dow Jones de Sustentabilidade Empresarial. "É a única do setor elétrico brasileiro. Nem a Eletrobrás conseguiu", complementou.   A decisão da construtora Camargo Correa de participar com apenas 0,9% no consórcio, que aglutina ainda os grupos CPFL, Endesa e Chesf, foi "inteligente" na avaliação dessa fonte. A Camargo Correa é uma das controladoras da CPFL, juntamente com o grupo Votorantim, e a geradora paulista tem demonstrado eficiência na construção de hidrelétricas nos últimos anos, com quatro grandes empreendimentos na região Sul do País. A Chesf, do grupo Eletrobrás, tem escassas possibilidades de expansão na região Nordeste e terá de buscar outras regiões para continuar crescendo.   O consórcio integrado pelo grupo franco-belga Suez, em conjunto com a Eletrosul (outra subsidiária da Eletrobrás) aposta na "transparência" e na ausência de conflito de interesses no grupo, já que não aglutina construtoras ou fornecedoras de equipamentos. Além disso, o grupo assumiu o compromisso de abrir o capital da empresa, caso seja vitorioso, e listá-la no Novo Mercado, da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), atraindo investidores institucionais e o BNDES como acionistas.   O consórcio Norte Energia, liderado pelo grupo Alusa, reúne basicamente fornecedores de equipamentos ou serviços para o setor elétrico. "Eles entendem muito de construção e montagem de equipamentos, mas falta um operador, que seria a Eletronorte. Talvez tenham alguma carta na manga", complementou a fonte ouvida pela Agência Estado. Além do grupo Alusa, que está participando com a Alupar (37,5%), o consórcio tem a presença do grupo Schahin, através da empresa holding (com 27,5%) e da Schahin Engenharia (10%). Além disso, o grupo tem a participação da empresa de engenharia UTC (10%) e do grupo Percarmona, com 10%, controladora do grupo argentino Impsa, fornecedor de equipamentos para o setor elétrico.

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