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Eletropaulo já recebeu 1,2 mil pedidos de indenização

Os consumidores da AES Eletropaulo (SP) já solicitam indenização à concessionária por danos em equipamentos supostamente provocados pelo apagão que atingiu 18 Estados do Brasil na terça-feira. Segundo o presidente do grupo AES Brasil, Britaldo Soares, o serviço de call center e as lojas de atendimento da distribuidora registraram reclamações dos clientes sobre as perdas dos equipamentos. "Recebemos 1,2 mil ligações com pedidos de indenização", afirmou o executivo, em teleconferência para jornalistas sobre os resultados do grupo no terceiro trimestre de 2009.

WELLINGTON BAHNEMANN, Agencia Estado

13 de novembro de 2009 | 18h48

O executivo disse que a distribuidora irá apurar os danos nos equipamentos dos seus clientes para determinar se foram provocados ou não pelo apagão. "Vamos avaliar os pedidos conforme o previsto na regulação do setor", explicou Soares. O blecaute não provocou apenas prejuízos aos consumidores. O presidente da AES Brasil disse que o problema também gerou perda de receita à concessionária e influenciou negativamente nos indicadores de qualidade da prestação de serviço. "Mas ainda não temos mensuradas as perdas provocadas à empresa", afirmou.

O apagão teve início às 22h13min do dia 10 de novembro, de acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O executivo explicou que o fornecimento de energia na área de concessão da empresa começou a ser retomado a partir de uma hora após a pane na rede de transmissão, com o suprimento sendo normalizado por volta das 4 horas da manhã do dia 11. A retomada no abastecimento ocorreu após o aumento da geração de algumas hidrelétricas no Estado de São Paulo, como Henry Borden e Ilha Solteira. "Após duas horas da ocorrência, tínhamos 37% dos pontos de consumo de energia já religados", afirmou Soares.

Soares comentou também que a perda da hidrelétrica de Itaipu, com o desligamento das linhas de transmissão que escoam a energia da usina, também impactou as operações da AES Tietê. "As usinas foram afetadas e desligadas, dado o sistema de proteção que possuem. Mas uma hora depois da ocorrência, já estavam conectadas, como solicitou o ONS", afirmou.

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