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Eletropaulo pediu reajuste de 15%; Aneel deu 9,6%

O pedido encaminhado pela Eletropaulo à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) poderia resultar em um índice de 15% de revisão das tarifas de energia, bem acima dos 9,62% propostos pela Agência. Segundo o Superintendente de Regulação Econômica da Aneel, César Antônio Gonçalves, a distribuidora considerou um custo operacional de R$ 911 milhões, enquanto a Aneel estabeleceu um custo de R$ 614 milhões. As ações da distribuidora de energia da Grande São Paulo despencaram hoje 8,5% após a decisão da Aneel.Na revisão tarifária, a Aneel leva em conta os custos operacionais mais a remuneração de investimentos das empresas. O superintendente disse que a empresa considerou como custo operacional um passivo previdenciário de cerca de R$ 188 milhões originado da Eletropaulo estatal. ?Quando compraram a empresa sabiam que tinha essa herança?, disse o superintendente. Segundo ele, esse passivo já havia sido incluído no preço mínimo da distribuidora na privatização.Outro item considerado pela Aneel, segundo Gonçalves, foi o dos salários dos funcionários da Eletropaulo, que paga mais do que a média de mercado. ?O regulador entende que é justo pagar a média de mercado?, afirmou. Ele disse que, na revisão tarifária, a Aneel não considera eventuais dívidas das empresas ou das controladoras, como a dívida da AES, controladora da Eletropaulo. ?Isso passa ao largo do processo de revisão", afirmou. "Se a gestão é boa ou ruim, é problema dela. O que o regulador dá é uma taxa de retorno compatível com o mercado?.

Agencia Estado,

26 de maio de 2003 | 17h41

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