Eletros defende juros menores e mais crédito para crescer

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), Paulo Saab, afirmou hoje que o governo precisa ter boa vontade para entender que a queda de juros e a ampliação da oferta de crédito é o único caminho para o retorno da demanda e do crescimento econômico. "Sem essa boa vontade, será difícil algum crescimento. Com o risco país e o dólar em queda, é possível começar a se pensar em cortar os juros", disse. De acordo com ele, a queda do dólar para um patamar em torno de R$ 3,15 alivia os custos das empresas do setor, uma vez que os fornecedores pressionam menos por repasse de preço. "Só isso já ajuda um pouco, além do fato de fazer a confiança do consumidor voltar", disse. Segundo ele, esses são os dois efeitos imediatos, ainda que incipientes, da queda do dólar.Segundo estimativa da entidade, se essa melhora se concretizar, as vendas de eletroeletrônicos, em volume, poderão crescer 2% neste ano ante o ano passado, quando foram vendidas 31 milhões de unidades. "Tem que haver uma boa recuperação das vendas, porque nos quatro primeiros meses deste ano estamos em torno de 8% a 10% abaixo do volume vendido do mesmo período do ano passado", disse Saab. O setor faturou R$ 13 bilhões em 2002, mas ainda é uma incógnita a possibilidade de crescimento neste ano. "Com a renda e a confiança em baixa, o consumidor tende a preferir itens de menor valor", disse. Saab exemplificou usando os números das vendas de TV: 85% são de aparelhos de até 21 polegadas, de preço médio de US$ 150. Ele participa do lançamento do Fórum Nacional da Indústria, pela CNI.

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