Eletros quer geladeira e lavadora como produto essencial

A Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros) vai apresentar ao governo federal proposta para que refrigeradores e lavadoras de roupa também sejam considerados produtos essenciais, assim suas alíquotas de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) poderiam ser beneficiadas por essa característica, como acontece com os fogões. Segundo o presidente da Eletros, Lourival Kiçula, o setor poderá propor, por exemplo, que a alíquota dos tanquinhos seja reduzida para 5% e das máquinas mais sofisticadas, para 10%.

CHIARA QUINTÃO, Agencia Estado

29 Janeiro 2010 | 20h53

Essa proposta será levada ao governo juntamente com o pedido para que sejam concedidas alíquotas diferenciadas aos produtos sustentáveis, como ocorreu nos últimos meses. Em 31 de outubro do ano passado, as alíquotas reduzidas dos produtos refrigerador e freezer, lavadora de roupa e fogão considerados eficientes do ponto de vista energético foram prorrogadas para 31 de janeiro.

Ontem, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou o fim do IPI reduzido para eletroeletrônicos e automóveis. "Fomos pegos de surpresa. As alíquotas tinham sido prorrogadas para os produtos sustentáveis. Tínhamos certeza da renovação por causa dessa diferenciação", disse Kiçula.

De acordo com o presidente da Eletros, os lojistas sempre fecham as compras no último dia do mês, o que faz com que os produtos que vão abastecer as prateleiras em fevereiro sejam faturados com as alíquotas reduzidas de IPI. "Os consumidores vão pagar mais caro a partir de março", afirmou.

O IPI para eletrodomésticos da linha branca foi reduzido em abril do ano passado. Na ocasião, o governo baixou o IPI das máquinas de lavar roupa de 20% para 10%, das geladeiras de 15% para 5%, dos fogões de 5% para zero e dos tanquinhos de 10% para zero. No fim de outubro, o governo decidiu prorrogar o benefício até 31 de janeiro de 2010 apenas para os eletrodomésticos mais eficientes do ponto de vista energético.

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