Eletros quer prorrogação de redução do IPI

O presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), Lourival Kiçula, pediu ontem ao Ministério da Fazenda que seja prorrogada a redução da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para itens da linha branca.

RENATA VERÍSSIMO, CÉLIA FROUFE/ BRASÍLIA , O Estado de S.Paulo

21 de junho de 2012 | 03h09

A medida foi anunciada em dezembro de 2011 pelo governo como uma das ações de estímulo à economia. A redução do IPI terminaria no fim de março, mas foi prorrogada por mais três meses.

Por isso, o setor se mobiliza para evitar uma alta do tributo a partir de julho. "Imagine como ficará o consumo se vier a seguinte notícia: IPI volta a aumentar", comentou Kiçula, após encontro com o secretário executivo do ministério da Fazenda, Nelson Barbosa.

O presidente da Eletros disse que foi o primeiro encontro com o governo para pedir a extensão do benefício. Barbosa, segundo ele, pediu à Eletros que apresente um estudo sobre o desempenho do setor. Uma nova reunião será marcada. "Nós seremos convocados", disse. As alíquotas de IPI para geladeira estão em 5% e para máquina de lavar, em 10%. Fogões e tanquinhos estão isentos.

A presidente Dilma Rousseff acredita que incentivar o consumo é uma das formas de garantir uma expansão mais forte da economia dentro do atual cenário de crise externa. A ampliação dos investimentos é outra bandeira defendida pelo Planalto para evitar um crescimento este ano inferior ao registrado em 2011.

O presidente da Eletros informou que as vendas cresceram entre 5% e 10%, dependendo do produto, no 1º trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2011, mas voltaram a registrar queda em abril. Os dados de maio mostraram uma nova recuperação, com alta em torno de 5% em relação ao mesmo mês de 2011. "Claro que gostaríamos que a redução do IPI fosse prorrogada", declarou o executivo.

Kiçula disse que o governo está interessado no comportamento do mercado deste mês e que, por isso, o setor deve apresentar um balanço com a tendência das vendas na próxima semana. Ele relatou que, apesar da grande expectativa do setor sobre a continuidade do IPI reduzido, o governo não sinalizou se manterá o benefício para os produtos.

Mais do que isso, Barbosa teria perguntado sobre as contrapartidas dadas pelo setor à diminuição do imposto, como eficiência energética, estimulo às vendas e aumento dos investimentos.

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