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Elevação do compulsório vai enxugar R$ 6,5 bi

O chefe do Departamento de Operações Bancárias do Banco Central (Deban), José Antonio Marciano, disse hoje que a decisão de elevar de 10% para 15% a alíquota do compulsório nos depósitos a prazo deverá provocar uma redução na liquidez (dinheiro em circulação) de R$ 6,5 bilhões. Com esse impacto, o volume de compulsório sobre depósitos a prazo subirá de R$ 13 bilhões para R$ 19,5 bilhões. "Essa decisão faz parte do conjunto de medidas anunciadas ontem que visam a tranquilizar o mercado", disse Marciano. Ele comentou também que a elevação do compulsório poderá reduzir o espaço para que os bancos usem os recursos captados nos depósitos a prazo na especulação com câmbio. Além disso, ele explicou que a decisão também poderá provocar uma elevação da demanda por títulos públicos federais. Sobre o impacto nas operações de crédito, o chefe do Deban disse que a decisão só afetará as taxas se os bancos estiverem usando as captações no depósito a prazo em operações de crédito. "Isso vai depender da estrutura de captação e aplicação de recursos de cada banco", afirmou Marciano. O recolhimento do compulsório com a nova alíquota só acontecerá a partir de próximo dia 21. CircularO Banco Central divulgou no Sisbacen (o sistema eletrônico de comunicação entre o BC e as instituições financeiras) a Circular nº 3.127, que regulamenta o aumento da alíquota do compulsório sobre depósito a prazo de 10% para 15%. Na circular, o BC informa que o aumento surtirá efeito a partir do período de cálculo de 10 a 14 de junho com ajuste em 21 de junho.

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