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Eliminados na disputa pela OMC protestam

Candidatos que não passaram para segunda fase dizem que houve 'irregularidades'

JAMIL CHADE, CORRESPONDENTE / GENEBRA, O Estado de S.Paulo

13 de abril de 2013 | 02h09

A seleção para a sucessão de Pascal Lamy, diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), ganhou novos contornos com os candidatos eliminados na primeira fase da corrida se recusando a abandonar a disputa, sob a alegação de que houve "irregularidades" no processo.

A entidade anunciou ontem como 4 dos 9 candidatos ao posto teriam sido eliminados, por terem recebido o menor número de votos numa primeira fase da corrida. Dois africanos, um jordaniano e uma representante da Costa Rica estão fora. Roberto Azevedo, candidato do Brasil, passou para a fase final.

Mas nem todos estão de acordo. Os governos do Quênia e de Gana anunciaram que não aceitarão os resultados. Os quenianos foram os mais enfáticos e insistiram que, apesar de oficialmente eliminada, sua candidata, Amina Mohamed, não se retiraria do processo.

"O processo foi irregular e procedimentos foram violados", acusou Anthony Andanje, embaixador do Quênia na OMC. Uma reunião de emergência foi convocada entre a cúpula da entidade e o Quênia para decidir o que fazer, ainda que a entidade já tenha alertado que vai seguir para a segunda fase de votações a partir do dia 16. O responsável por conduzir o processo é o paquistanês Shahid Bashir.

A acusação de Quênia e Gana é de que alguns países, no lugar de votarem em quatro nomes, escolheram cinco. Isso teria modificado o número final da votação e prejudicado os africanos.

Em tese, a ação do Quênia poderia bloquear o processo. Mas a realidade é que a queixa será ignorada. "Os resultados foram claros e sem ambiguidade", declarou Bashir. Segundo ele, os cinco nomeados para a fase final foram os mais votados e tiveram apoio de todas as regiões.

Apesar da insistência de que o processo segue adiante, a polêmica é um sinal negativo na avaliação de diplomatas. Isso porque, nas etapas mais decisivas, a disputa será mais acirrada e as polêmicas podem voltar a dominar o debate.

Recorrente. Em 1999, a OMC viveu momentos críticos parecidos. Um candidato canadense se recusou a abandonar a corrida quando foi anunciado que ele havia sido eliminado. No final, não houve acordo entre o nome defendido pelos países emergentes - o tailandês Supachai Panitchpakdi - e o nome defendido pelos países ricos, o neozelandês Mike Moore. O resultado, depois de meses de debates, foi a divisão do mandato em dois, com três anos para um e três para outro.

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