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Eliminar subsídios é questão de humanidade, diz Ricupero

O secretário geral da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad), Rubens Ricupero, disse, na cerimônia de abertura da 5ª Reunião Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), que os países ricos precisam eliminar os subsídios agrícolas, por uma questão até de humanidade. "Deve haver melhores maneiras de os países ricos ajudarem seus agricultores, pois ao manter barreiras e subsídios impedem que os agricultores de países pobres possam alimentar suas famílias", afirmou Ricupero. Ele disse que se a reunião de Cancún quiser atingir um resultado de credibilidade é preciso que se avance na questão agrícola. "Aqueles países ricos, que ficam pressionando os países pobres para abrir seus mercados, não poderiam se surpreender com a resistência dos países pobres em levar a sério estas demandas. Os países ricos mantém seus mercados fechados, através de barreiras, e os países pobres são obrigados a competir no mercado doméstico com produtos agrícolas altamente subsidiados na origem." Além da questão agrícola, Ricupero disse que existem outras oportunidades para ajudar os países em desenvolvimento, por meio de maior liberalização na área têxtil e com transferência de tecnologia. Ricupero pediu que os países se esforcem para fortalecer o sistema multilateral de comércio e criticou o fato de muitas decisões serem tomadas a portas fechadas e muitas promessas serem quebradas. Segundo ele, as questões de comércio não recebem o tratamento da imprensa como as guerras e catástrofes climáticas, mas causam tanto ou mais estragos, e as vítimas podem ser contadas em bilhões. De acordo com Ricupero, ao não resolver as questões comerciais, o custo de oportunidade é enorme, pois milhares de empregos deixam de ser criados e milhões de pessoas vivem na pobreza. Antes do pronunciamento de Ricupero, os organizadores conseguiram tirar do plenário manifestantes que estavam gritando palavras de ordem contra o evento. O manifestantes gritavam "shame", que inglês significa vergonha.

Agencia Estado,

10 de setembro de 2003 | 13h46

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