''Em 10 anos, Brasil será a 5ª economia''

Mantega afirma que crise é página virada e País vai crescer entre 5% e 6% ao ano a partir de 2010

BBC, LONDRES, O Estadao de S.Paulo

11 de setembro de 2009 | 00h00

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, estimou em entrevista concedida à BBC Brasil, que o País pode se firmar como a quinta ou sexta maior economia do mundo na próxima década. A previsão de Mantega parte da avaliação de que a crise global representou uma oportunidade de negócios ao Brasil, que teve a chance de "mostrar as suas virtudes" no contexto da recessão. "A crise foi importante para salientar as vantagens que o Brasil possui em relação a outros países", enfatizou o ministro, para quem a partir de 2010 o País pode registrar taxas de crescimento anuais entre 5% e 6%.

Na entrevista concedida em Londres no último fim de semana, ele salientou que o Brasil saiu prontamente da recessão por conta da adoção de medidas contracíclicas eficazes, como programas de estímulo à compra de automóveis e a redução da alíquota de impostos que favoreceram o consumo, como o IPI. "Uma diferença do Brasil para outros países é que fomos muito rápidos e ousados nas medidas que tomamos", ressaltou.

O ministro da Fazenda ainda rechaçou que o aumento dos gastos públicos no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha sido uma característica apenas nacional, amenizando o fato de que o País deve crescer 4,5% em 2010 para voltar a alcançar meta estipulada pelo governo. "As contas públicas em 2009 pioraram no mundo inteiro. Só que no Brasil pioraram menos do que pioraram no mundo. Mesmo em relação à Índia, à China, as contas brasileiras estão melhores", comparou. "Para o próximo ano, não há nenhum analista que não diga que o Brasil não vai crescer. De agosto a setembro, o Brasil já está crescendo a um ritmo de 4,5%, 5%", comentou.

O ministro ainda salientou que ao contrário do do pleito de 2002, quando Lula assumiu o seu primeiro mandato, as eleições não causarão instabilidade na economia do País, que atravessa um momento de transformação. "O destino do Brasil já está traçado, mesmo que haja mudança na administração, que não seja um candidato petista que ganhe a eleição", afirmou. "As principais diretrizes são conquistas do povo brasileiro. Se mudar, vai apanhar", disse Mantega.

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