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Sergio Neves/Estadão
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Em 11 anos, cresceu uso de terras não legalizadas na agropecuária

Área ocupada por produtores que não pagavam aos donos pelo uso da terra cresceu de 7.216.236 hectares em 2006 para os atuais 9.766.712 hectares

Daniela Amorim e Vinicius Neder, O Estado de S.Paulo

26 de julho de 2018 | 10h00

RIO – Nos últimos 11 anos, aumentou o uso de terras não legalizadas para a agropecuária no País, enquanto a regularização de áreas já cedidas por órgãos fundiários não evoluiu. A área ocupada por produtores que não pagavam aos donos pelo uso da terra, consideradas como ocupação ou posse, cresceu de 7.216.236 hectares em 2006 para os atuais 9.766.712 hectares. Os dados, do Censo Agropecuário 2017, foram divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O total de terras concedidas por órgão fundiário, mas ainda pendente de titulação definitiva de propriedade, que inclui os assentamentos, se manteve praticamente no mesmo patamar de 11 anos atrás: esse tipo de área totalizava 5.957.124 hectares em 2006, passando a 6.063.858 hectares.

A maior expansão ocorreu no total de áreas arrendadas, que passou de 15.127.498 hectares em 2006 para 30.044.996 hectares em 2017. As terras cultivadas em parceria aumentaram de 3.240.841 hectares para 7.818.418 hectares no período. A área total de terras próprias encolheu de 302.138.391 para 299.240.394 hectares em 11 anos, embora ainda seja a modalidade mais presente na agropecuária.

Quanto à condição legal da terra, a proporção de estabelecimentos em terras próprias cresceu de 76,2% para 82%, mas a participação deles na área total diminuiu de 90,5% para 85,4%. Já a proporção de estabelecimentos com terras arrendadas caiu de 6,5%, em 2006, para 6,3%, em 2017, embora a participação da modalidade na área total tenha crescido de 4,5% para 8,6%.

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