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Em 2008, Brasil vai presidir reunião do G-20

O Brasil vai presidir, em 2008, o G-20, grupo que congrega os ministros de Finanças e presidentes dos Bancos Centrais dos sete países mais ricos (G-7) e dos 13 mais importantes países emergentes do mundo. A informação foi transmitida ao Estado pelo secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Luiz Pereira. Em 2007, a presidência ficará com a África do Sul. Pereira participou na semana passada da reunião de vice-ministros do G-20 realizada em Sidney, na Austrália. Foi o último evento em que ele representou o Ministério da Fazenda, já que amanhã será seu último dia à frente da Secretaria. A partir de segunda-feira, assumirá o cargo em seu lugar o economista Luiz Eduardo Melin.Com a decisão, o Brasil vai sediar as duas reuniões de vice-ministros e vice-governadores de bancos centrais do G-20 em 2008, e também vai receber os ministros de Finanças e presidentes dos BCs em reunião que habitualmente é realizada em novembro. A escolha do Brasil para presidir e sediar essas reuniões será ratificada em reunião de ministros prevista para o mês que vem.Para Pereira, a decisão do G-20, tomada por unanimidade, "traduz o fortalecimento da credibilidade externa do Brasil" e representa o reconhecimento da solidez da economia brasileira. Além disso, ele avalia que a decisão do G-20 mostra que há um reconhecimento de que os países emergentes devem ter voz mais ativa nos debates sobre questões econômico-financeiras internacionais.Petróleo em destaqueO secretário informou que um dos temas que deve ganhar importância nas presidências sul-africana e brasileira no G-20 é a busca de alternativas ao petróleo como matriz energética. O tema já foi levantado na reunião da semana passada na Austrália. Segundo Pereira, é grande a preocupação com a possibilidade de os altos preços do petróleo provocarem alta nas taxas de inflação mundial. O Brasil colocou na pauta a mistura do etanol à gasolina. O País defendeu ainda uma mudança no sistema de cotas do Fundo Monetário Internacional (FMI), de forma a "dar voz mais ativa para o conjunto dos países em desenvolvimento".Pereira informou que, em março de 2007, o País vai sediar um seminário sobre a reforma do FMI e do Banco Mundial. Ele disse também que nos próximos dois anos o Brasil pretende avançar em debates que envolvem o FMI, como a criação de uma linha de crédito preventiva para países com políticas econômicas sólidas, mas que podem ser prejudicados por mudanças súbitas e significativas dos humores do mercado financeiro internacional. O G-20, segundo o secretário, avalia que a economia mundial passa por uma fase de pequena desaceleração, mas com os riscos de pressão inflacionária nas grandes economias controlados. "O que as pessoas esperam é um soft landing (pouso suave), que permita a manutenção de um crescimento bastante bom ainda no próximo ano e com políticas monetárias que tenham mostrado eficiência em matéria de controle da inflação", afirmou. "Foi uma análise consensual."

Agencia Estado,

19 de outubro de 2006 | 20h13

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