'Em 2015, vamos crescer mais do que em 2014'

Arezzo & Co. apostano conteúdo de modapara cumprir a metade inaugurar 62 unidadesno ano que vem

O Estado de S.Paulo

29 Dezembro 2014 | 02h01

Dona das marcas Arezzo, Ana Capri, Schutz e Alexandre Birman, a Arezzo & Co. pretende acelerar a abertura de lojas em 2015, apesar do cenário de desaceleração. A ideia é chegar a 62 inaugurações, contra 52 deste ano. Segundo o diretor-presidente da empresa, Alexandre Birman, a receita para crescer mesmo em um cenário difícil é garantir que o produto siga sendo um "objeto de desejo" para a consumidora. Nos primeiros nove meses de 2014, a companhia faturou R$ 763 milhões, alta de 8,2% sobre igual período do ano anterior.

O ano de 2015 promete ser difícil. Como a empresa está se preparando?

Em 43 anos, já enfrentamos muitos momentos difíceis. Acho que o mercado de moda hoje está atrelado à capacidade da empresa de manter-se como um objeto de desejo para a consumidora. A relação entre o sapato e a mulher é quase impulsiva. É claro que em anos de indicadores macroeconômicos fracos, como o de 2015, a gente cresce menos. Se em anos melhores crescemos 20%, num cenário mais difícil conseguimos crescer entre 10% e 12%.

Do ponto de vista de expansão, qual será a estratégia?

No nosso investor day (dia em que a empresa se apresenta a investidores), em novembro, falamos que nossa meta é abrir 62 lojas no ano que vem. Vamos crescer mais do que em 2014. Vamos expandir a terceira marca, a Ana Capri.

Como cada marca da Arezzo vai se expandir?

Entre 2009 e 2013, nosso crescimento foi forte em lojas próprias no Rio e em São Paulo. Agora, estamos apostando nas franquias. A Arezzo cresce com os franqueados já existentes, que abrem mais lojas, ou com calçadistas multimarca que passam a ter uma loja monomarca. A Ana Capri terá novos operadores em novas cidades. Já a Schutz acaba sendo operada por calçadistas que já têm experiência em lojas multimarcas e agora chegam ao sistema de franquias.

As marcas da Arezzo têm uma expansão nacional?

Depende do caso. Para a Ana Capri, a nossa estratégia é ampliar o núcleo, que ainda está concentrado em São Paulo. Vamos crescer especialmente no Centro-Oeste. Já a Arezzo, com 370 lojas, tem receita distribuída de forma bem uniforme com a importância de cada região para o PIB. Estamos expandindo a Arezzo para cidades como Campo Mourão (PR) e Santa Maria (RS). São lojas de rua com baixo custo de operação. A Schutz está em quase todas as capitais, mas com foco maior em São Paulo e Rio, até porque é um produto de preço mais alto.

A empresa também trabalha de olho no movimento da concorrência para ocupar espaços antes de outras redes?

Não. Nosso planejamento é focado nas lacunas internas e em melhorar a eficiência. Em 2015, sabemos que vai ser um ano difícil, então teremos de trabalhar ainda mais. / F.S.

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