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Vagas de emprego privilegiam homens, jovens e com maior escolaridade

Dados do Caged mostram que, enquanto os homens fecharam o ano com 21,6 mil vagas abertas, houve queda de 42,4 mil postos para mulheres

Fernando Nakagawa, O Estado de S.Paulo

26 de janeiro de 2018 | 14h14

BRASÍLIA – Após perder 2,8 milhões de empregos com carteira assinada em 2015 e 2016, o ritmo de demissões caiu no ano passado e 20,8 mil postos de trabalho foram fechados em 2017. Há, porém, segmentos em que empregos estão a todo vapor. Jovens de até 24 anos e trabalhadores com nível médio ou ensino superior ganharam espaço no mercado de trabalho. A razão, porém, é negativa: empresas contratam jovens com salários menores e escolarizados aceitam empregos que exigem qualificação inferior para voltar ao mercado de trabalho.

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Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostraram que trabalhadores mais jovens, com até 24 anos, foram beneficiados com a criação de 823,9 mil postos de trabalho em 2017. Ou seja, brasileiros nessa faixa etária tiveram mais contratações do que demissões. Para os mais velhos, o comportamento foi exatamente o contrário. Nas faixas com idade superior a 25 anos, 844,7 mil empregos foram destruídos no ano passado, sendo que apenas na faixa entre 50 e 64 anos foram fechados 379,9 mil vagas.

“Essa é uma estratégia de sobrevivência das empresas. Quando você contrata um jovem, paga salário menor”, disse o coordenador-geral de estatísticas do Ministério do Trabalho, Mário Magalhães. Os dados confirmam o fenômeno: empresas demitiram mais velhos para substituí-los por jovens mais baratos. Em dezembro, demitidos tinham salário médio de R$ 1.701, enquanto os que foram contratados ingressaram com média de R$ 1.476 – ou 13% menos.

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Escolaridade. Os brasileiros com ensino médio completo ou formação superior terminaram o ano passado com 362,5 mil novos empregos. O momento do mercado de trabalho para quem tem menos anos de escola, ao contrário, segue desfavorável, e houve perda de 383,3 mil empregos no conjunto de todas as faixas de escolaridade entre analfabetos e os que têm ensino médio incompleto. Magalhães diz, porém, que o fenômeno não é positivo: na verdade, as pessoas estão aceitando postos abaixo de sua qualificação.

O Ministério também divulgou o comportamento do emprego por gênero. Esse recorte mostra que homens ganharam espaço no mercado, já que houve abertura de 21,6 mil vagas ocupadas trabalhadores do sexo masculino. Já as mulheres perderam 42,4 mil empregos com carteira assinada em 2017.

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