Em 6 meses, triplica risco de bancos dos EUA e Europa

Desde o início de maio, o risco dos principais bancos europeus e norte-americanos, medido por um produto financeiro que funciona como seguro contra calotes, triplicou. A razão é a deterioração econômica e financeira dos países ricos e, principalmente, a ameaça crescente de uma ruptura desordenada na zona do euro.

FERNANDO DANTAS, Agencia Estado

27 de novembro de 2011 | 07h57

O risco dos bancos europeus já superou o nível do momento mais grave da crise global, alguns meses após a quebra do Lehman Brothers no fim de 2008. A razão para a piora atual é a deterioração econômica e financeira dos países ricos e, principalmente, a ameaça crescente de uma ruptura desordenada na zona do euro.

O risco dos bancos (ou de um país ou uma empresa) é medido por um produto financeiro, o credit default swap (CDS), que funciona como um seguro contra calotes. Quanto mais alto o CDS, pior o risco, e maior o custo do banco para captar, o que, se piorar muito, pode até levar a quebradeiras. Na última quinta-feira, o CDS médio de nove grandes bancos europeus era de 373,19, muito acima dos 217,7 registrados em 9 de março de 2009, o recorde da primeira fase da crise global.

"Os CDSs dos bancos americanos e europeus estão com uma dinâmica muito ruim", diz o economista Fernando Rocha, sócio da gestora de recursos JGP, no Rio. Foi ele quem compilou a evolução do risco dos bancos e juntou as principais instituições dos Estados Unidos e da Europa para observar o que acontece com o CDS médio.

Tudo o que sabemos sobre:
CriseBancosEuropaEUA

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.