Em alta de 3,9%, PIB dos EUA cresce acima das expectativas no terceiro trimestre

Com crescimento projetado para 3,5% entre julho e setembro, economia americana mostrou sólida recuperação e teve resultado revisado para 3,9%, em taxa anual ajustada

O Estado de S. Paulo

25 de novembro de 2014 | 11h42

A economia dos EUA cresceu em ritmo mais forte do que se estimou inicialmente no terceiro trimestre, mostrando que o país mantém uma recuperação sólida apesar de incertezas globais.  
De acordo com a segunda estimativa do Departamento do Comércio, o Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano cresceu a uma taxa anual ajustada sazonalmente de 3,9% entre julho e setembro. Se o cálculo for feito na mesma metodologia do PIB brasileiro, que considera a variação do trimestre contra o trimestre anterior, o crescimento foi de 0,96%.
O cálculo original, divulgado no fim de outubro, era de expansão anualizada de 3,5% no período. A revisão superou a expectativa de analistas do mercado, que previam aumento menor do PIB, de 3,3%. O desempenho dos últimos dois trimestres representou o melhor resultado em seis meses desde o fim de 2003. 
No segundo trimestre, o PIB teve expansão anualizada de 4,6%, após mostrar contração nos primeiros três meses do ano (ou seja, 1,13% na comparação contra o primeiro trimestre).
Segundo relatório do Departamento do Comércio, os gastos com consumo - que representam cerca de dois terços da produção econômica - subiram 2,2% no terceiro trimestre, ante uma estimativa inicial de acréscimo de 1,8%. A alta, porém, foi menor que o avanço de 2,5% visto no segundo trimestre.  
Já as exportações cresceram 4,9% entre julho e setembro, menos do que os 7,8% calculados anteriormente. As importações recuaram 0,7%, ante uma estimativa inicial de queda de 1,7%. O comércio exterior total acrescentou 0,78 ponto porcentual ao resultado do PIB no último trimestre.  
A variação nos estoques privados subtraiu 0,12 ponto porcentual do PIB no terceiro trimestre, menos do que o impacto negativo inicial estimado em 0,57 ponto. As vendas finais reais, uma medida de PIB que exclui as oscilações nos estoques, cresceram 4,1%, após avançarem 3,2% no trimestre anterior.  
Os gastos do governo contribuíram para o crescimento econômico pelo segundo trimestre consecutivo, após fazerem pressão negativa nos últimos anos. Os gastos militares se destacaram, com salto de 16% no terceiro trimestre.
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