Renda extra

Fabrizio Gueratto: 8 maneiras de ganhar até R$ 4 mil por mês

''Em ano de eleições, gasto aumenta em todos os países''

O aumento dos gastos públicos em anos eleitorais é uma constante em países pobres e ricos. A afirmação é de Mauro Leos, diretor da agência de classificação de risco Moody?s para a América Latina. Ele diz que é comum que haja deterioração dos números quando há sucessão presidencial. "É quase natural, se espera isso. E acontece em todos os países, não é só no Brasil. Acontece também no México, no Peru, na França", diz. O foco de atenção atual, ressalta o economista mexicano, é que 2010 será precedido por um ano muito ruim nas contas públicas."Há um elemento adicional nesse quadro que é o ano de 2009. No atual ano, afetado pela crise, as contas estão débeis. Por isso, é preciso ter um sinal do governo de que haverá capacidade para ajustar as contas", afirma o responsável pela nota de classificação de risco do Brasil na agência Moody?s.Apesar do alerta, o analista afirma que já há sinais de que a responsabilidade fiscal pode ter se tornado uma política de Estado e não mais algo relacionado a um ou outro governo no Brasil."Hoje, as eleições no País não são tão importantes como no passado porque há uma clara continuidade das políticas fiscais e monetárias", avalia.S&PO analista responsável pela nota brasileira na agência de classificação de risco Standard & Poor?s, Sebastián Brizzo, não espera grande melhora dos indicadores da dívida em 2010. Ainda que haja recuperação da economia, ele reforça a avaliação de Leos e admite que as eleições podem influenciar negativamente. "Com as eleições, fica mais difícil termos uma queda relevante do endividamento já em 2010. Por isso, será tão importante observar o rumo da política fiscal", afirma, ao lembrar que uma ação mais austera em 2010, ainda que não reduza a dívida imediatamente, terá consequências positivas no médio prazo.As eleições também reduzem a possibilidade de incluir outros temas na lista de prioridades das autoridades brasileiras, diz o analista. Para ele, são remotas as perspectivas de retomar as discussões sobre uma eventual reforma da Previdência, por exemplo.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.