Em breve, mais um shopping perto de você

Até 2013, Estado de São Paulo deverá ter 48 novos empreendimentos; hora é de aproveitar tendência de maior participação de pequenos lojistas 

Ligia Aguilhar, de O Estado de S. Paulo

27 de janeiro de 2011 | 17h21

Nos próximos 30 meses, o Brasil deverá ganhar o equivalente a quatro novos shoppings por mês. A estimativa é da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), que prevê 124 novos empreendimentos até 2013, 48 deles só no Estado de São Paulo

A tendência é que surjam novos formatos para atender às necessidades dos consumidores, principalmente porque a maior parte dos lançamentos deve ocorrer no interior - só no Estado de São Paulo serão 27 lançamentos fora da capital - o que aumenta a possibilidade de pequenos lojistas fazerem parte dessa cadeia. "Os pequenos e médios representam 75% das lojas e entram nos shoppings por meio de franquias ou após anos de experiência com suas lojas próprias", diz o presidente da Alshop, Nabil Sahyoun.

Com o aumento do poder aquisitivo da classe C, a principal tendência é que os shoppings se adequem ao perfil desse público. Um modelo que tende a se popularizar, segundo Sahyoun, é o dos shoppings rotativos, no qual o lojista pode alugar pequenos espaços por um valor mensal e permanecer ou não de acordo com o seu retorno financeiro.

Uma das iniciativas nesse formato é o Mais Shopping Largo 13, inaugurado em outubro do ano passado em Santo Amaro, na zona sul. O empreendimento mistura lojas consagradas e micro varejistas no mesmo espaço e oferece lojas modulares prontas para operar, alugadas por um preço fixo e entregues com vitrine, piso, iluminação e ar condicionado central. Oportunidade para que pequenos empreendedores como Felipe Schwartzman, de 27 anos, que há um ano e meio criou a marca Pretíssima, abrissem suas primeiras lojas em um shopping.

Vantagem."Se eu fosse investir em um centro de compras convencional gastaria três vezes mais do que aqui", diz ele, que paga cerca de R$ 400 pelo metro quadrado do espaço onde está instalado - as lojas variam de 12 a 15 metros quadrados.

Dono de outras duas lojas - em rua e em uma galeria - Schwartzman conseguiu impulsionar as vendas no local. "O shopping tem cinema, restaurantes, o que faz com que, de cara, você atraia as pessoas. Em uma galeria, você precisa ser procurado".

Entrar nesse mercado exige planejamento e boa estrutura financeira. O primeiro passo é identificar se o público do shopping corresponde ao da loja e conhecer como trabalha a concorrência. Depois, colocar na ponta do lápis custos envolvidos para abertura da loja e avaliar se o retorno irá cobrir ou superar as despesas.

"Nos shoppings tradicionais, fora aluguel, o lojista paga uma porcentagem do seu faturamento e um valor para campanhas de marketing", diz o consultor de negócios André Luís Soares Pereira, do Grupo Soares Pereira.

Há ainda o custo para montagem da loja, entregue apenas com contrapiso. e contas como água, luz e telefone. Já o contrato de locação é regido pela lei do inquilinato, com prazo médio de 60 meses e cobrança de multa caso o locatário deixe o espaço antes do combinado.

"Um forte aliado dos pequenos é o mercado de franquias, em que a chance de fracasso é menor", diz Pereira. É possível economizar também abrindo um quiosque, com valor de aluguel mais baixo e validade do contrato menor. Depois, é só planejar o marketing. Layout, iluminação e vitrine devem estar de acordo com o padrão do shopping para não desaparecer frente à concorrência. 

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