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Em busca de preços mais baixos, supermercados decidem importar

Os supermercados começam a recorrer à importação de produtos básicos para enfrentar a pressão da indústria de alimentos por aumento de preços. A partir da próxima semana, o Grupo Pão de Açúcar coloca em suas prateleiras 200 mil toneladas de arroz do Uruguai com preços de 15% a 20% mais baratos em relação às marcas de menor preço. A importação está acertada até março. Além do arroz, estão sendo negociadas 50 sacas de farinha de trigo da Argentina para as padarias das lojas da rede. Na segunda quinzena de dezembro, o produto deverá estar disponível para o consumidor em embalagens de um quilo. A lista de produtos importados que deve entrar nas lojas das três bandeiras (Pão de Açúcar, Extra e Barateiro) inclui óleo de soja, leite longa vida, mussarela, queijo prato e iogurtes. Produtos como os laticínios estão em fase de testes de qualidade, mas a idéia é que eles cheguem com preços até 20% mais baratos. Já no caso do óleo de soja a diferença deve ser menor. "A pressão de preços da indústria nacional continua brava e os fornecedores do Mercosul respondem de imediato às nossas necessidades", diz o gerente de comércio internacional do Grupo Pão de Açúcar, Celso Morasco. De acordo com ele, a estratégia é desenvolver parcerias permanentes com estes novos fornecedores para que a rede não fique tão vulnerável a reajustes de indústrias locais. Fechados estes acordos, prevê o gerente de comércio internacional, as importações devem dobrar. "Os fornecedores argentinos e uruguaios têm interesse em vender e os produtos chegam nas lojas em dez dias, o que não ocorreria com europeus", diz Morasco. O Carrefour também negocia a compra de arroz, mussarela e óleo de girassol a preço mais barato do que o de soja. O Sendas, no Rio, tem adotado a mesma estratégia, e importou da Argentina óleo de soja, leite e queijo.

Agencia Estado,

29 de novembro de 2002 | 09h47

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