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Em campanha, Lagarde fará tour por emergentes

Ministra enalteceu a importância de China, Índia e Brasil para o Fundo Monetário Internacional

Andrei Netto, O Estado de S.Paulo

27 de maio de 2011 | 00h00

A atual ministra da Economia da França, Christine Lagarde, candidata à direção do Fundo Monetário Internacional (FMI), deve começar já neste fim de semana uma turnê pelos maiores países emergentes para defender sua escolha ao cargo, em 30 de junho.

O anúncio foi feito em Paris pela própria executiva, que enalteceu a importância de três países: "China, Índia e Brasil são uma necessidade absoluta".

Segundo informações da agência Associated Press (AP), o giro por três dos cinco membros dos Brics deve ter início já no domingo, com a viagem da ministra a Pequim, na China. Na quinta-feira, ao anunciar sua candidatura em Paris, Christine Lagarde já havia dito que tentaria se aproximar dos emergentes, que reivindicaram o direito de indicar o sucessor de Dominique Strauss-Kahn na instituição.

Ontem, a executiva tentou mais uma vez dissociar sua candidatura de sua nacionalidade, preferindo enaltecer o fato de ser mulher como um diferencial positivo, após o escândalo sexual que envolveu o ex-diretor. "Ser responsável, ser honesta, ter respeito e tolerância são meus pilares", afirmou. "O simples fato de uma mulher ter a chance de estar no topo de uma organização é algo muito positivo."

Lagarde também enfatizou, entre suas propostas, a sequência das reformas no conselho de administração. "Nós precisamos continuar melhorando a governança do Fundo. O FMI tem se adaptado e deve se adaptar ao restante do mundo", afirmou.

O discurso da ministra, entretanto, ainda encontra resistência entre os emergentes. Ontem, em visita ao Senegal, o primeiro-ministro da Índia, Manmonah Sigh, reiterou que a reforma do Fundo e a quebra do monopólio europeu fazem parte das aspirações das novas potências. "A reforma das instituições e das organizações internacionais, entre as quais o FMI e o Banco Mundial, figuram há muito tempo na ordem do dia dos países em desenvolvimento."

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