Erica Dezzone/Estadão
Erica Dezzone/Estadão

Em capitais, grupo aposta em lojas para classes A e B

Para ganhar mercado, o Grupo Pão de Açúcar tem apostado nos extremos - nesse caso, no oito "e" oitenta. De um lado, estão as megalojas do Assaí que têm mais de 12 mil metros quadrados, com política de preço baixo. E do outro, o recém-inaugurado modelo do Minuto Pão de Açúcar, com lojas de 300 metros quadros, que vendem conveniência ao consumidor. A primeira unidade foi inaugurada há uma semana no bairro dos Jardins, em São Paulo.

O Estado de S.Paulo

23 de junho de 2014 | 02h02

O Grupo Pão de Açúcar já tinha um modelo parecido, com a bandeira Minimercado Extra, que tem 180 unidades. "Identificamos a oportunidade de criar um novo produto, mais direcionado às classes A e B", explica a diretora de negócios de proximidade do GPA, Rita de Sousa Coutinho, uma portuguesa com sotaque forte, que fez carreira no varejo de alimentação em Portugal e está desde junho de 2012 no grupo brasileiro.

Embora as duas bandeiras sigam a mesma lógica de "vizinhança", as lojas são bem diferentes, a começar pela variedade de produtos. O Minuto tem 5,5 mil itens, com atenção a queijos, vinhos, importados e perecíveis, por exemplo. O Minimercado tem 4 mil. O primeiro tem 30 funcionários e o segundo, 15.

Quem conhece o Grupo Pão de Açúcar por dentro há muito tempo diz que essa é uma ideia antiga da companhia, que vem desde a época de Abilio Diniz. Por motivos diversos, entre eles dificuldade de encontrar pontos comerciais compatíveis com o investimento, o projeto nunca saiu do papel.

Sob o comando do Casino, o Minuto ganhou prioridade. Os franceses administram quase 7 mil unidades neste modelo na França e entendem bem a dinâmica das lojas de vizinhança.

Na semana passada, o grupo informou que espera abrir mais de 15 lojas da nova bandeira em 2014. A meta é chegar a 360 unidades, entre Minuto e Minimercado, até 2016.

A empresa não informou quanto será o investimento total na nova bandeira, mas disse que, para cada loja ser aberta, é necessário um aporte médio de R$ 1,3 milhão.

Por enquanto, a empresa concentrará a expansão do Minuto no município de São Paulo, mas outras capitais e grandes cidades têm potencial para receber o formato. "Para chegar a uma nova localidade, é preciso volume de lojas", disse o presidente de Multivarejo do Grupo, José Roberto Tambasco. / N.O.

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