Em carta a Hubner, Firjan diz temer novo corte de gás

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, enviou carta ao ministro interino de Minas e Energia, Nelson Hubner, na qual indica temer um novo corte de gás natural no Estado do Rio, a exemplo do que ocorreu no dia 30 de outubro, quando a Petrobras reduziu o envio do combustível ao Rio e a São Paulo para atender a demanda das usinas termelétricas.Em nota enviada à imprensa, ele destacou que "por conta do uso intensivo do combustível nas usinas termelétricas, que já estão ligadas para compensar as chuvas abaixo do esperado", um novo corte poderá acontecer já em fevereiro. "Uma paralisação de apenas um dia resulta em prejuízo de R$ 19,6 milhões", destacou Vieira na nota à imprensa e no documento enviado ao ministro.Ele informou que concordou com a mudança do perfil da curva de aversão a risco para o Sudeste e Centro-Oeste, mas chamou atenção para a incerteza com relação ao abastecimento "num momento em que o Rio se preparar para receber investimentos recordes, da ordem de R$ 107,3 bilhões em três anos, gerando 310 mil empregos". Os números são do relatório Decisão Rio, divulgado pela Firjan. "O desabastecimento do gás natural pode causar muito mais do que prejuízos financeiros ao Estado do Rio de Janeiro. A incerteza influencia na tomada de decisões dos investidores".A carta ao ministro foi acompanhada de uma Nota Técnica da Gerência de Infra-Estrutura e Novos Investimentos da Firjan, que analisa o panorama atual e recomenda a conclusão de algumas obras no curto prazo que podem ajudar a debelar o clima de incerteza, como o terminal de regaseificação de GNL em Pecém (CE) e o gasoduto Vitória-Cabiúnas. A nota também recomenda a adoção, desde já, de programas de gerenciamento e uso racional de energia.

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