Em carta ao G-20, Mantega diz que crise não terminou

Objetivo velado da carta é alertar contra tentativa de enfraquecer o grupo com recuperação da economia

JAMIL CHADE, Agencia Estado

28 de junho de 2009 | 19h12

Em uma carta ao G-20, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, alerta que a crise não terminou, que pacotes de resgate não podem ser retirados e, principalmente, que o grupo deve ser mantido como o centro da reforma do sistema financeiro internacional. O objetivo velado da carta foi o de alertar contra qualquer tentativa de marginalizar o G-20 no processo de modificações de regras.

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O Brasil teme que o G-20 e o próprio processo de reforma do sistema financeiro perca força diante de alguns sinais de recuperação da economia. O temor é de que países que não querem o G-20 como o centro do debate acabem usando o argumento de que a situação já estaria se estabilizando para evitar dar poderes ao bloco.

"É fundamental que o grupo mantenha comprometido em implementar as decisões obtidas nas cúpulas passadas. O Brasil atribui grande importância à consolidação do G-20 como um elemento chave da governança global", disse Mantega, em uma carta enviada aos demais governos.

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