Em carta, Strauss-Kahn nega acusações e pede desculpas

Em uma carta aos funcionários do FMI divulgada nesta segunda-feira, o ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional Dominique Strauss-Kahn negou veementemente as acusações contra ele e chamou sua prisão por tentativa de estupro de um "pesadelo pessoal".

REUTERS

23 de maio de 2011 | 15h14

Na carta distribuída aos funcionários do FMI em um e-mail pelo chefe interino, John Lipsky, Strauss-Kahn pediu desculpas pela dor que seu caso havia causado à entidade de crédito mundial e disse que estava confiante de que acabaria por ser exonerado de qualquer culpa.

Strauss-Kahn é acusado de tentar estuprar uma camareira de um hotel de luxo em Nova York, em 14 de maio. Ele está detido em uma casa em Manhattan, com vigilância armada 24 horas por dia, depois de ter sido libertado sob fiança na sexta-feira.

A carta reflete sobre sua chegada ao fundo em 2007 e explica suas razões para o pedido de renúncia na quarta-feira.

"Nego veementemente as alegações que agora enfrento, estou confiante de que a verdade vai vir à tona e eu serei inocentado", disse ele. Uma cópia da carta foi obtida pela Reuters.

"Entretanto, não posso aceitar que o fundo -- e vocês, queridos colegas -- devam de forma alguma partilhar o meu pesadelo pessoal. Então, tive que me retirar."

Ele agradeceu aos funcionários pelo seu trabalho árduo pela resposta da instituição à crise financeira global.

"Eu também não quero sair sem dizer -- como talvez não tenha dito o suficiente antes -- que eu entendo e valorizo profundamente todo o seu trabalho", escreveu ele.

(Reportagem de Lesley Wroughton)

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