Antônio Cruz/Agência Brasil
Antônio Cruz/Agência Brasil

"be water"

Coluna Leandro Miranda: como se moldar à nova economia após a covid-19?

Em cenário anterior à pandemia, prévia do PIB do BC registrou alta de 0,35% em fevereiro

Esse resultado ainda não capta os efeitos da pandemia do coronavírus na economia mundial e brasileira, que começaram a ser sentidos com mais intensidade a partir do mês de março

Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

14 de abril de 2020 | 09h56

BRASÍLIA - A economia brasileira cresceu 0,35% em fevereiro, na comparação com o mês anterior, aponta o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), divulgado nesta terça-feira, 14, pelo Banco Central (BC)

Esse resultado ainda não capta os efeitos da pandemia do coronavírus na economia mundial e brasileira, que começaram a ser sentidos com mais intensidade a partir do mês de março.

O indicador é considerado uma "prévia" do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. O resultado foi calculado após ajuste sazonal (uma espécie de "compensação" para comparar períodos diferentes).

Na comparação com fevereiro do ano passado, o índice de atividade apresentou crescimento de 0,60%, segundo informações do Banco Central.

De acordo com informações da instituição, esse foi o primeiro aumento da prévia do PIB, na comparação com o mês anterior, desde outubro do ano passado (segundo dados revisados). Foi o primeiro crescimento depois de três meses de retração.

Ainda de acordo com O BC, foi registrada uma alta de 0,33% no primeiro bimestre deste ano, contra o mesmo período do ano passado, e de 0,66% em 12 meses até fevereiro. Esses valores foram calculados sem ajuste sazonal, pois considera períodos iguais.

O IBC-Br foi criado para tentar antecipar o resultado do PIB, que é divulgado pelo IBGE. Os resultados do IBC-Br, porém, nem sempre mostraram proximidade com os dados oficiais do PIB. O cálculo dos dois têm diferenças. O índice do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.