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Em comunicado, Bric defende reforma do FMI

Os ministros de Finanças do Brasil, Rússia, Índia e China (Bric) se reuniram formalmente, pela primeira vez, hoje em São Paulo. Após o encontro, o grupo divulgou comunicado em que defende a reforma de instituições multilaterais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial. Segundo o texto em inglês, as alterações são necessárias para que sejam refletidas as mudanças estruturais na economia mundial e o ganho de importância que os países emergentes têm atualmente.Segundo os quatro países, o grupo concorda que esses organismos devem revisar suas estruturas, regras e instrumentos em aspectos como representação, legitimidade e efetividade. Para os Brics, uma eventual reforma levaria essas instituições a apresentar uma representatividade mais equilibrada e com uma participação balanceada entre países avançados e em desenvolvimento. No documento de oito itens, os quatro ministros também observam que um dos piores reflexos da atual crise financeira é o congelamento do mercado de crédito privado. Diante disto, o grupo defende a criação de mecanismos, incluindo a cooperação multilateral entre países para restabelecer à economia real o acesso ao crédito, para estimular a demanda e interromper o crítico fluxo de capital internacional visto atualmente. Com isso, seriam criadas condições para um crescimento econômico sustentado, inclusive com investimentos em infra-estrutura. O documento também apóia "todos os passos necessários" para retomar as negociações da Rodada Doha, da Organização Mundial do Comércio (OMC). Na visão do grupo, a prevenção ao protecionismo econômico é importante, particularmente, para fazer frente aos efeitos da crise financeira global.

FERNANDO NAKAGAWA, CÉLIA FROUFE, RICARDO LEOPOLDO, Agencia Estado

07 de novembro de 2008 | 20h00

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