Em comunicado, Brics volta a criticar estímulos de BCs

O grupo dos países dos Brics, formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, voltou a criticar os movimentos dos bancos centrais dos EUA, Europa e Japão para estimular a atividade econômica no mundo desenvolvido, que têm "efeitos negativos", e apelou a essas economias que façam mais para impulsionar o crescimento global.

Agencia Estado

27 de março de 2013 | 13h45

"Os bancos centrais nas economias avançadas responderam com ações não convencionais de política monetária que aumentaram a liquidez global", ressalta o comunicado divulgado nesta quarta-feira, no encerramento da reunião de cúpula do grupo, realizada na África do Sul.

"Grandes bancos centrais deveriam evitar as consequências não intencionais dessas ações na forma de volatilidade crescente dos fluxos de capitais, moedas e preços de commodities, que podem ter efeitos negativos sobre o crescimento em outras economias, em particular os países em desenvolvimento", diz o comunicado.

O bloco também afirmou que vai defender que o próximo dirigente da Organização Mundial do Comércio (OMC) venha de um país em desenvolvimento, embora não esteja claro se o bloco pretende propor um candidato comum. Os cinco países dos Brics fracassaram em apoiar um candidato único para liderar o Fundo Monetário Internacional (FMI) ou o Banco Mundial quando os cargos de direção dessas instituições ficaram vagos no ano passado.

Eles também expressaram "preocupação profunda com a deterioração da situação humanitária e de segurança na Síria" e defenderam uma solução para as disputas sobre o programa nuclear do Irã por meio de negociações e não pela força. "Estamos preocupados com ameaças de ação militar, bem como sanções unilaterais", diz o comunicado do grupo. As informações são da Dow Jones.

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