Em CPI da JBS, funcionários do BNDES poderão ser responsabilizados, diz senador

Em CPI da JBS, funcionários do BNDES poderão ser responsabilizados, diz senador

Provável presidente da comissão rebate tentativa do banco de fomento de blindar instituição

Renan Truffi, O Estado de S.Paulo

12 Junho 2017 | 19h54

BRASÍLIA - Provável presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que vai investigar a empresa JBS no Congresso Nacional, o senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO) disse ao Estadão/Broadcast que funcionários e técnicos do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) poderão ser responsabilizados pelo colegiado, caso tenham cometido alguma fraude ou utilizado artifício irregular em operações de investimento do banco.

"Não podemos trucidar a instituição. Mas, se algum funcionário cometeu artifícios, nós vamos denunciar. A lei é muito clara", explicou o senador. As declarações do tucano fazem referência às tentativas do novo presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, de blindar o banco junto à CPMI, como adiantou o Broadcast na semana passada.

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Na última quarta-feira, 7, Rabello de Castro esteve na Câmara dos Deputados, com o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o deputado Carlos Melles (DEM-MG), relator de um pedido de fiscalização da empresa de frigoríficos, aprovado na Comissão de Finanças e Tributação. No mesmo dia, presidente do BNDES se reuniu também com o senador Ataídes Oliveira.

Na ocasião, Rabello de Castro se colocou à disposição para assumir a defesa da instituição na CPMI, preservando técnicos e demais executivos. Em troca, se comprometeu a entregar um "dossiê" no qual detalha todas as "ações controversas" tomadas durante os governos do PT.

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O senador Ataídes Oliveira negou que o presidente do BNDES tenha intenção de blindar os técnicos e funcionários. "O primeiro objetivo da visita dele [Paulo Rabello de Castro] foi se colocar à inteira disposição. Foi essa a minha leitura. O segundo ponto é que ele nos prometeu um dossiê bastante completo sobre o BNDES", disse o tucano.

Nos governos de Lula e Dilma Rousseff, a JBS se tornou o símbolo da política de empresas campeãs nacionais, com sucessivos aportes de recursos realizados pelo banco. Foi por conta dessa política que a JBS se transformou numa das maiores empresas de proteína animal do mundo. Deflagrada em maio, a operação Bullish, da Polícia Federal, investiga as relações entre a empresa e o BNDES.

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