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Em crise, Banco Espírito Santo vende fatia a Goldman Sachs e fundo de hedge

Negociações ocorreram em 14 e 15 de julho, mas foram informadas nesta terça-feira ao mercado financeiro; para pagar dívidas, família controladora vendeu 4,99% de participação

Reuters e Agência Estado

22 de julho de 2014 | 16h11

O Goldman Sachs e o fundo de hedge D.E. Shaw informaram à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) de Portugal nesta terça-feira, 22, a aquisição de participações relevantes no Banco Espírito Santo (BES).

O banco de investimentos norte-americano Goldman Sachs adquiriu, em 15 de julho, uma fatia de 2,27% no BES.

Além disso, o fundo de hedge D. E. Shaw assumiu uma participação de 2,71% no capital social do banco português em 14 de junho.

O Espírito Santo Financial Group (ESFG), holding da família fundadora do BES, vendeu 4,99% do banco em 14 de junho para pagar empréstimos. Apesar disso, o BES ainda não confirmou se o Goldman Sachs e o D.E. Shaw compraram suas fatias da família fundadora.

Mais cedo, o BES informou hoje que a divulgação dos resultados de semestre foi adiada do dia 25 de julho para o dia 30. O banco português não deu justificativas.

Entenda a crise. Os principais acionistas do BES - a família Espírito Santo, que fundou a instituição há mais de um século - estão sob intenso escrutínio de investidores e órgãos reguladores após uma auditoria encontrar irregularidades materiais em uma das holdings da família.

O banco disse que está isolado dos problemas da família, mas espera-se que, com o anúncio dos resultados, enfrente questionamentos acerca da sua exposição à dívida das holdings da família e outras obrigações. As ações do BES perderam cerca de 60% de seu valor no último mês.

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