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Em Cubatão, comércio teme impacto com alta do desemprego

Para empresários locais, paralisação da maior parte da siderúrgica da Usiminas deve derrubar ainda mais as vendas

Luiz Alexandre Souza Ventura, ESPECIAL PARA O ESTADO

01 de novembro de 2015 | 05h00

Comerciantes da Baixada Santista estão preocupados com os impactos econômicos da paralisação da Usiminas em Cubatão, litoral sul de São Paulo, anunciada semana passada. De acordo com a empresa, serão desativadas as áreas de sinterização, coquerias, altos-fornos (um dos quais já tinha suas atividades interrompidas desde maio) e aciaria. A Usiminas estima que o processo vai provocar cerca de 2 mil demissões diretas e outras 2 mil indiretas no início de 2016, com desligamento dos equipamentos nos próximos quatro meses. O sindicato dos metalúrgicos local fala em até 8 mil demissões.

“A expectativa é péssima. Será desastroso para a economia da região, principalmente para o comércio, porque essas demissões vão acabar com a renda de até 20 mil pessoas, se você somar os familiares dos trabalhadores”, afirma Omar Abdul Assaf, vice-presidente do Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista. Segundo ele, embora seja privada, a empresa tem uma responsabilidade social. “Isso não pode ser feito dessa forma. O debate sobre a falta de investimentos naquela fábrica, uma das maiores e mais importantes da região, é antigo.”

Diretores da entidade e dos sindicatos que representam os funcionários do comércio fizeram uma reunião na sexta-feira para discutir o assunto. “O impacto será violento, principalmente por causa da crise, que já provocou queda nas vendas nos últimos dois meses e dificulta muito a recolocação no mercado de trabalho. O poder público precisa intervir. Esperamos um posicionamento das prefeituras locais, dos deputados da região e até mesmo do Estado e da União”, afirma Assaf.

Para o comerciante Sergio Augusto Santana, de 48 anos, dono de quatro lojas de calçados em Cubatão, toda a Baixada Santista sofrerá impacto negativo. “Em Cubatão, o comércio vive principalmente das indústrias. Já enfrentamos uma situação difícil, com queda de 40% nas vendas em relação ao ano passado. Com essas demissões, acreditamos que a redução pode chegar a 60%. Muita loja vai fechar”, diz o empresário.

Receita. Há uma forte preocupação do município de Cubatão no que diz respeito à arrecadação tributária. A prefeita Marcia Rosa disse que vai a Brasília para buscar apoio do governo, em uma tentativa de reverter a decisão da empresa, e já solicitou audiência com o ministro Ricardo Berzoini, da Secretaria de Governo da Presidência, responsável pela articulação política da presidente Dilma Rousseff.

Rosa também disse ter cobrao explicações do presidente da Usiminas, Rômel Erwin de Souza, e tenta unir forças com prefeitos e deputados da região, além do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).

 

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