Beto Barata/PR
Beto Barata/PR

Em Davos, condenação de Lula foi comemorada por comitiva de Temer como final de campeonato

À mesa da delegação brasileira no jantar oficial do Forum Econômico Mundial, no hotel Derby, estavam o presidente da República e seus principais ministros, além de presidentes de grandes bancos e empresas do País

Equipe AE, O Estado de S.Paulo

24 de janeiro de 2018 | 19h45

DAVOS - A condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por unanimidade foi comemorada como uma final de jogo de futebol em Davos, na Suíça, nesta quarta-feira, 24. À mesa do jantar oficial do Forum Econômico Mundial, no hotel Derby, a comitiva brasileira acompanhava à distância o resultado.

O presidente Michel Temer e seus principais ministros, como Henrique Meirelles (Fazenda) e Moreira Franco (Secretaria Geral da Presidência), eram informados a cada voto.

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Com celular na mão, alguns anunciavam, quase aos gritos: "3 a zero! 3 a zero!"

O jantar estava bastante concorrido, com a presença de Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do Bradesco; Pedro Parente, presidente da Petrobrás; e Cândido Bracher, presidente do Itaú Unibanco, entre outros. Assim que o desembargador Victor Laus proferiu seu voto, formando unanimidade em torno da confirmação da condenação de Lula e encerrando, assim, o julgamento no TRF-4, foi um sem-parar de toques de celular.

Condenação confirmada. Por 3 votos a 0,  a 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região confirmou nesta quarta-feira a condenação de Lula pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro e aumentou a pena de 9 anos e seis meses de prisão para 12 anos e um mês de prisão.

ENTENDA O que ocorre com a decisão

A formação de unanimidade entre os desembargadores do TRF-4 torna mais escassas as chances de o ex-presidente reverter a decisão com recursos ao tribunal e, portanto, dificulta uma eventual candidatura do petista à Presidência, já que, sob a Lei da Ficha Limpa, ele se torna inelegível. De acordo com a legislação, o impedimento da candidatura se dá quando há uma condenção em segunda instância proferida por colegiado, como é o caso do tribunal em Porto Alegre (RS).

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