Dida Sampaio/Estadão
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Déficit primário deve ficar perto de R$ 130 bi

Projeção do ministro da Fazenda fica perto da meta de R$ 129 bilhões fixada inicialmente pelo governo, que depois foi elevada para R$ 159 bi

Rolf Kuntz e Célia Froufe, enviados especiais, O Estado de S.Paulo

24 de janeiro de 2018 | 16h34

DAVOS – O balanço do governo central deve apontar um déficit primário em torno de R$ 130 bilhões em 2017, informou nesta quarta-feira, 24, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Se a estimativa se confirmar, o resultado será muito próximo da meta fixada inicialmente para o Orçamento do ano passado, um buraco de R$ 129 bilhões. Essa meta foi reajustada, pouco depois, para R$ 159 bilhões. O número oficial deve ser divulgado até o fim do mês. 

O saldo primário das contas públicas é calculado sem a despesa de juros. Para 2019, o limite fixado ainda é R$ 159 bilhões, o mesmo em vigor, oficialmente, para 2017. 

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O ministro fez a projeção depois de entrevista a um grupo de jornalistas em Davos, onde Meirelles participa do Fórum Econômico Social. Pela manhã, durante discurso no mesmo evento, o presidente da República, Michel Temer, havia dito que o déficit fiscal primário em 2017 ficou bem abaixo da meta e das expectativas.

Meirelles manifestou otimismo em relação à execução orçamentária, principalmente porque a arrecadação de tributos tende a crescer pouco mais que o Produto Interno Bruto (PIB). Ele continua apostando num crescimento econômico de cerca de 3% neste ano. O do ano passado deve ter ficado, segundo a estimativa mais corrente, em cerca de 1,1%. 

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Ainda na entrevista, Meirelles salientou que o momento é “muito positivo” para o Brasil, que atravessou a maior recessão de sua história. “A economia brasileira está tendo boa performance e isso é resultado de uma série de reformas”, disse. Ele repetiu esperar que a da Previdência seja aprovada em fevereiro pelo Congresso Nacional. “Felizmente, a evolução mostra que as reformas estão sendo conduzidas e implementadas, estão indo bem.”

Eletrobrás. Meirelles considerou também viável a votação no Congresso da privatização da Eletrobras até junho, data-limite da assembleia da companhia sobre o tema. “Prevemos a votação da Previdência em fevereiro e, depois disso, ainda temos muitos meses de trabalho antes da eleição. Há tempo suficiente para isso ser votado e discutido e é um projeto importante.”

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